Aprendizagens essenciais e classificação. O caso da educação física
As aprendizagens essenciais (AE) seguem uma lógica de avaliação para as aprendizagens, mas coabitam com necessidades de regulação por classificação. Como é que estas lógicas convivem? E como é que as escolas interpretam as AE para as transformar em classificações? Aqui, o caso da Educação Física (E...
Saved in:
| Main Authors: | , |
|---|---|
| Format: | Article |
| Language: | English |
| Published: |
Universidade Católica Portuguesa
2025-04-01
|
| Series: | Revista Portuguesa de Investigação Educacional |
| Subjects: | |
| Online Access: | https://revistas.ucp.pt/index.php/investigacaoeducacional/article/view/17566 |
| Tags: |
Add Tag
No Tags, Be the first to tag this record!
|
| _version_ | 1849729754973863936 |
|---|---|
| author | Nuno Miranda e Silva Sónia Pereira Dinis |
| author_facet | Nuno Miranda e Silva Sónia Pereira Dinis |
| author_sort | Nuno Miranda e Silva |
| collection | DOAJ |
| description |
As aprendizagens essenciais (AE) seguem uma lógica de avaliação para as aprendizagens, mas coabitam com necessidades de regulação por classificação. Como é que estas lógicas convivem? E como é que as escolas interpretam as AE para as transformar em classificações? Aqui, o caso da Educação Física (EF) tem interesse, porque os critérios de sucesso estão nacionalmente uniformizados e têm estabilidade de décadas, sugerindo confiabilidade e validade. Para contribuir para as respostas, fez-se a análise interpretativa dos critérios de avaliação do 12.º ano dos Cursos Científico-Humanísticos de 108 escolas, por aplicação desses critérios a alunos-cenário. Os resultados indicam que apenas duas escolas respeitam as orientações das AE e que 66% classificam pela partição das áreas de avaliação em percentagens. Essa circunstância origina variabilidade de classificações (o mesmo perfil de sucesso educativo pode resultar em 10 ou 20 valores) e é frequentemente possível que os alunos sejam classificados com 10 ou mais valores ainda que não desenvolvam as AE. Assim, dá-se a des-significação das classificações (não existe correspondência com as AE); a EF parece funcionar por senso comum teórico, a partir de crenças e práticas pouco fundamentadas, mas tidas como verdadeiras; e a sociedade poderá estar a receber jovens na expectativa de que tenham competências que, na realidade, não desenvolveram, o que transporta tensões para a vida social.
|
| format | Article |
| id | doaj-art-7dbc70e453ee403ba26ab10d271c43f0 |
| institution | DOAJ |
| issn | 1645-4006 2182-4614 |
| language | English |
| publishDate | 2025-04-01 |
| publisher | Universidade Católica Portuguesa |
| record_format | Article |
| series | Revista Portuguesa de Investigação Educacional |
| spelling | doaj-art-7dbc70e453ee403ba26ab10d271c43f02025-08-20T03:09:07ZengUniversidade Católica PortuguesaRevista Portuguesa de Investigação Educacional1645-40062182-46142025-04-013010.34632/investigacaoeducacional.2025.17566Aprendizagens essenciais e classificação. O caso da educação físicaNuno Miranda e Silva0Sónia Pereira Dinis1Universidade de Évora, Centro de Investigação em Educação e PsicologiaUniversidade de Évora, Centro de Investigação em Educação e Psicologia As aprendizagens essenciais (AE) seguem uma lógica de avaliação para as aprendizagens, mas coabitam com necessidades de regulação por classificação. Como é que estas lógicas convivem? E como é que as escolas interpretam as AE para as transformar em classificações? Aqui, o caso da Educação Física (EF) tem interesse, porque os critérios de sucesso estão nacionalmente uniformizados e têm estabilidade de décadas, sugerindo confiabilidade e validade. Para contribuir para as respostas, fez-se a análise interpretativa dos critérios de avaliação do 12.º ano dos Cursos Científico-Humanísticos de 108 escolas, por aplicação desses critérios a alunos-cenário. Os resultados indicam que apenas duas escolas respeitam as orientações das AE e que 66% classificam pela partição das áreas de avaliação em percentagens. Essa circunstância origina variabilidade de classificações (o mesmo perfil de sucesso educativo pode resultar em 10 ou 20 valores) e é frequentemente possível que os alunos sejam classificados com 10 ou mais valores ainda que não desenvolvam as AE. Assim, dá-se a des-significação das classificações (não existe correspondência com as AE); a EF parece funcionar por senso comum teórico, a partir de crenças e práticas pouco fundamentadas, mas tidas como verdadeiras; e a sociedade poderá estar a receber jovens na expectativa de que tenham competências que, na realidade, não desenvolveram, o que transporta tensões para a vida social. https://revistas.ucp.pt/index.php/investigacaoeducacional/article/view/17566Aprendizagens essenciaisClassificaçãoEducação física |
| spellingShingle | Nuno Miranda e Silva Sónia Pereira Dinis Aprendizagens essenciais e classificação. O caso da educação física Revista Portuguesa de Investigação Educacional Aprendizagens essenciais Classificação Educação física |
| title | Aprendizagens essenciais e classificação. O caso da educação física |
| title_full | Aprendizagens essenciais e classificação. O caso da educação física |
| title_fullStr | Aprendizagens essenciais e classificação. O caso da educação física |
| title_full_unstemmed | Aprendizagens essenciais e classificação. O caso da educação física |
| title_short | Aprendizagens essenciais e classificação. O caso da educação física |
| title_sort | aprendizagens essenciais e classificacao o caso da educacao fisica |
| topic | Aprendizagens essenciais Classificação Educação física |
| url | https://revistas.ucp.pt/index.php/investigacaoeducacional/article/view/17566 |
| work_keys_str_mv | AT nunomirandaesilva aprendizagensessenciaiseclassificacaoocasodaeducacaofisica AT soniapereiradinis aprendizagensessenciaiseclassificacaoocasodaeducacaofisica |