O que sabemos sobre a desigualdade de riqueza no Brasil?

RESUMO A concentração de riqueza vem ganhando importância no debate internacional após a publicação de O Capital no século XXI, de Thomas Piketty, que recolheu dados sistemáticos sobre a dimensão e a evolução do fenômeno nas economias avançadas ao longo dos últimos séculos. Em particular, a pesquisa...

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Main Authors: PEDRO FANDIÑO, CELIA KERSTENETZKY, TAIS SIMÕES
Format: Article
Language:English
Published: Editora 34 2025-07-01
Series:Brazilian Journal of Political Economy
Subjects:
Online Access:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-31572025000300203&lng=pt&tlng=pt
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author PEDRO FANDIÑO
CELIA KERSTENETZKY
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description RESUMO A concentração de riqueza vem ganhando importância no debate internacional após a publicação de O Capital no século XXI, de Thomas Piketty, que recolheu dados sistemáticos sobre a dimensão e a evolução do fenômeno nas economias avançadas ao longo dos últimos séculos. Em particular, a pesquisa de Piketty revela uma importante contração da desigualdade de riqueza ao longo do século XX, que, contudo, não se sustenta nas primeiras décadas do século XXI. O que é possível afirmar sobre os níveis e a trajetória histórica da desigualdade de riqueza no Brasil, um dos países mais desiguais do mundo? Investigamos as estimativas disponíveis desde o século XVII. O trabalho é organizado a partir das diferentes fontes e abordagens utilizadas para a construção das estimativas. Destacam-se duas conclusões: a) a concentração patrimonial apresenta níveis extremos e notável estabilidade ao longo do tempo, a despeito de profunda transformação na composição dos ativos; b) todas as estimativas disponíveis possuem limitações significativas. A disponibilidade de dados públicos adequados, junto ao aperfeiçoamento de procedimentos já utilizados, é indispensável para o desenvolvimento da literatura sobre a concentração de riqueza no país, primeiro passo para um efetivo engajamento público com a questão.
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publishDate 2025-07-01
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spelling doaj-art-ff52acc1e779493aa0ffe171dec2b0352025-08-20T02:41:35ZengEditora 34Brazilian Journal of Political Economy1809-45382025-07-0145310.1590/0101-31572025-3695O que sabemos sobre a desigualdade de riqueza no Brasil?PEDRO FANDIÑOhttps://orcid.org/0000-0002-1652-3098CELIA KERSTENETZKYhttps://orcid.org/0000-0002-5747-2485TAIS SIMÕEShttps://orcid.org/0009-0008-3974-0707RESUMO A concentração de riqueza vem ganhando importância no debate internacional após a publicação de O Capital no século XXI, de Thomas Piketty, que recolheu dados sistemáticos sobre a dimensão e a evolução do fenômeno nas economias avançadas ao longo dos últimos séculos. Em particular, a pesquisa de Piketty revela uma importante contração da desigualdade de riqueza ao longo do século XX, que, contudo, não se sustenta nas primeiras décadas do século XXI. O que é possível afirmar sobre os níveis e a trajetória histórica da desigualdade de riqueza no Brasil, um dos países mais desiguais do mundo? Investigamos as estimativas disponíveis desde o século XVII. O trabalho é organizado a partir das diferentes fontes e abordagens utilizadas para a construção das estimativas. Destacam-se duas conclusões: a) a concentração patrimonial apresenta níveis extremos e notável estabilidade ao longo do tempo, a despeito de profunda transformação na composição dos ativos; b) todas as estimativas disponíveis possuem limitações significativas. A disponibilidade de dados públicos adequados, junto ao aperfeiçoamento de procedimentos já utilizados, é indispensável para o desenvolvimento da literatura sobre a concentração de riqueza no país, primeiro passo para um efetivo engajamento público com a questão.http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-31572025000300203&lng=pt&tlng=ptDesigualdade de riquezaconcentração patrimonialpropriedade
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