Tumores de pele não melanoma: estudo retrospectivo do perfil epidemiológico e desfecho a partir de margens comprometidas

Introdução: Os carcinomas de pele do tipo não melanoma são responsáveis por 30% dos tumores malignos no Brasil. O objetivo deste artigo foi avaliar o perfil epidemiológico e a conduta tomada a partir do diagnóstico histopatológico de margens comprometidas em pacientes com carcinomas de pele...

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Bibliographic Details
Main Authors: Guilherme Augusto Bachtold, Carolina da Silveira Welter, Carolina Martendal Cerrutti, Djulia Adriani Frainer, Heloiza Fiamoncini, Roberta Penteado
Format: Article
Language:English
Published: Thieme Revinter Publicações Ltda. 2022-09-01
Series:Revista Brasileira de Cirurgia Plástica
Subjects:
Online Access:http://www.rbcp.org.br/export-pdf/3167/v37n3a09.pdf
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Description
Summary:Introdução: Os carcinomas de pele do tipo não melanoma são responsáveis por 30% dos tumores malignos no Brasil. O objetivo deste artigo foi avaliar o perfil epidemiológico e a conduta tomada a partir do diagnóstico histopatológico de margens comprometidas em pacientes com carcinomas de pele do tipo não melanoma tratados primariamente com cirurgia. Métodos: Estudo tipo coorte retrospectivo observacional. Os dados foram coletados de prontuário eletrônico de 1495 pacientes, apresentando 2457 carcinomas de pele do tipo não melanoma, operados entre janeiro de 2015 a dezembro de 2019. Resultados: Houve maior prevalência em homens (52,4%) e entre a sexta e a sétima décadas de vida (41,1%). O carcinoma basocelular foi o tipo histológico mais comum (75%). O risco de desenvolver carcinoma espinocelular foi 57,2% maior em pacientes com idade acima de 61 anos (risco relativo=1,572 (IC 95%: 1,316-1,878; p<0,0001)). Margens comprometidas foram reportadas em 15,8% dos casos, sendo mais comuns na face (19,5%) e nos pacientes com carcinoma espinocelular (p<0,05), com risco relativo=1,382 (IC95%:1,135-1,683; p=0,0013). Tratamento adicional foi indicado em 74,6% dos casos, sendo as condutas mais comuns a ampliação de margens (55,6%) e radioterapia (42,4%). A escolha entre intervenção ou observação apresentou relação com o tipo histológico (p<0,05), porém não foi possível afirmar sua relação com a faixa etária (p>0,05). Conclusão: O estudo possibilitou melhor compreensão do perfil dos pacientes com carcinomas de pele do tipo não melanoma, bem como o percentual de margens comprometidas após excisão cirúrgica inicial e o tratamento realizado.
ISSN:1983-5175
2177-1235