Seleção de áreas para criação de Unidades de Conservação na Floresta Ombrófila Mista

A Floresta Ombrófila Mista (Floresta de Araucária), floresta típica da região sul do Brasil, apresentava uma área de distribuição original situada entre 200.000 a 250.000 km². Abrigando componentes arbóreos de elevado valor comercial, como a Araucaria angustifolia (pinheiro) e a Ocotea porosa (imbui...

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Main Authors: João de Deus Medeiros, Maurício Savi, Bernardo Ferreira Alves de Brito
Format: Article
Language:English
Published: Universidade Federal de Santa Catarina 2005-01-01
Series:Biotemas
Online Access:https://periodicos.ufsc.br/index.php/biotemas/article/view/21411
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Description
Summary:A Floresta Ombrófila Mista (Floresta de Araucária), floresta típica da região sul do Brasil, apresentava uma área de distribuição original situada entre 200.000 a 250.000 km². Abrigando componentes arbóreos de elevado valor comercial, como a Araucaria angustifolia (pinheiro) e a Ocotea porosa (imbuia), esta floresta foi alvo de intenso processo de exploração predatório. Atualmente os remanescentes florestais não perfazem mais do que 1% da área original, e suas espécies arbóreas estão relacionadas na lista oficial de espécies da flora brasileira ameaçadas de extinção. Em 2002, o MMA editou as portarias no 507 e 508, estabelecendo áreas prioritárias para criação de unidades de conservação na FOM. As portarias sofreram alterações com a edição das Portarias do MMA, no 176 e 178, dando-se início aos trabalhos efetivos nas áreas estabelecidas. A Força-Tarefa das Araucárias foi constituída com a participação de técnicos do MMA, IBAMA, IAP, FATMA, UFSC e Entidades Ambientalistas. A Metodologia adotada incluiu estratégias de envolvimento dos atores locais, prefeituras municipais e proprietários de terra. O trabalho teve como objetivo levantar dados para o estabelecimento das áreas de maior relevância para a conservação biológica no bioma Mata Atlântica. Foram identificados e analisados quatro fragmentos, indicando-se aquele de maior relevância para a conservação biológica.
ISSN:0103-1643
2175-7925