Abordagens e percepções das iniquidades em saúde na formação médica: uma revisão de escopo
RESUMO Introdução: Pesquisas apontam a existência de um abismo entre a formação médica e as necessidades das populações e dos sistemas de saúde, ao não considerarem as iniquidades em saúde no processo formativo dos estudantes, cujo resultado é uma força de trabalho mal preparada para os desafios do...
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Associção Brasileira de Educação Médica
2025-06-01
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| Series: | Revista Brasileira de Educação Médica |
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| author | Liliana Santos Romário Correia dos Santos Juliana Lima Ferreira Ana Maria Rico Tiago Santos Almeida |
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| description | RESUMO Introdução: Pesquisas apontam a existência de um abismo entre a formação médica e as necessidades das populações e dos sistemas de saúde, ao não considerarem as iniquidades em saúde no processo formativo dos estudantes, cujo resultado é uma força de trabalho mal preparada para os desafios do século XXI. Assim, são imprescindíveis estudos de monitoramento e avaliação de ações e estratégias formativas que possam subsidiar formuladores de políticas, gestores e controle social em uma reorientação do modelo formativo médico que contribua para uma atenção à saúde equitativa epidemiologicamente eficiente e socialmente justa. Objetivo: Este estudo teve como objetivo mapear a produção científica internacional sobre a abordagem das iniquidades em saúde na formação médica, considerando temas, estratégias e percepções acerca da sua importância para o cuidado no processo saúde-doença. Método: Trata-se de uma pesquisa qualitativa do tipo revisão de escopo, realizada nas bases de dados ou bibliotecas virtuais PubMed, Lilacs, SciELO, Web of Science, além de consulta a especialistas. Foram considerados artigos em inglês, espanhol e português, os quais, após os critérios de inclusão e exclusão, conformaram um corpus de 27 artigos. Resultado: Os artigos incluídos representam 12 países de três continentes que abordam iniquidades em saúde segundo diversos marcadores, como raça, etnia, gênero e sexo. As estratégias de abordagem das iniquidades durante a formação médica são distribuídas em disciplinas obrigatórias, eletivas, por meio de simulações clínicas, de maneira transversal ao curso, em palestras, workshops, tutorias ou ações extracurriculares. Todavia, a maioria dos estudos demonstram a pouca contextualização sócio-histórica dessas abordagens, reafirmando estereótipos, percepções negativas dos estudantes em relação aos marcadores sociais ou pouca compreensão de sua relação com o processo saúde-doença. Contudo, quando as iniquidades em saúde são abordadas de uma forma efetiva e crítica, parece haver ganhos importantes na aquisição de habilidades clínicas, responsabilização social, empatia e sensibilidade à história social dos pacientes. Conclusão: Há uma urgência em se avançar na reorientação de cursos médicos para um cuidado capaz de reconhecer as necessidades gerais e específicas dos indivíduos e grupos sociais nas suas diferentes trajetórias de vida, amparados nos suportes teóricos e políticos das iniquidades em saúde. |
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| publisher | Associção Brasileira de Educação Médica |
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| series | Revista Brasileira de Educação Médica |
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