A hermenêutica niilista de Vattimo: da fabulação do mundo à história como história da salvação

Nesse artigo buscamos problematizar a questão da verdade metafísica a partir do pensamento de Gianni Vattimo e sua proposta de uma hermenêutica niilista. Nesse sentido, abordamos a atualidade do problema e colocamos para reflexão a possibilidade de fabulação do mundo e uma concepção de história div...

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Bibliographic Details
Main Author: Douglas Willian Ferreira
Format: Article
Language:Portuguese
Published: Universidade Federal do Recôncavo da Bahia 2025-06-01
Series:Griot: Revista de Filosofia
Subjects:
Online Access:https://periodicos.ufrb.edu.br/index.php/griot/article/view/5321
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Description
Summary:Nesse artigo buscamos problematizar a questão da verdade metafísica a partir do pensamento de Gianni Vattimo e sua proposta de uma hermenêutica niilista. Nesse sentido, abordamos a atualidade do problema e colocamos para reflexão a possibilidade de fabulação do mundo e uma concepção de história diversa daquela linear. Na tratativa da hermenêutica é conveniente destacar que a dicotomia sujeito e objeto deve ser superada afinal, antes de sujeito e objeto, há um mundo de sentido que, por sua vez, possibilita o encontro significativo entre eles. Nessa realidade, o passado não está fechado, pronto e acabado, mas podemos retornar a ele enquanto intérpretes. O eterno retorno desestrutura a pretensão de verdade do sujeito metafísico colocando-o sempre nessa condição de abertura, de interpretatividade diante daquilo que nunca se encontra superado. Assim, a hermenêutica é niilista, não somente ao corroer qualquer estabilidade da verdade interpretativa, mas mostrando que antes do sujeito há um horizonte histórico dado e que independe de suas “verdades”. O interprete que colabora nessa construção do conhecimento é o ser humano emancipado e que tem coragem de se colocar num mundo plural, sem medo, um mundo menos unitário, e por isso, menos tranquilo. Não há, contudo a defesa de um relativismo, afinal, o fato de reconhecer que a verdade é interpretação não quer dizer que tudo deva ser aceito. A interpretação tem de ser qualificada. Assim, a história enquanto história da salvação é criatividade e deve apontar para o simbólico, para aquilo que é sempre possível e que se dá como abertura de significado da letra e do texto.
ISSN:2178-1036