Forças verboideológicas e slam do corpo

O presente artigo tem por objetivo analisar a atuação das forças centrípetas e centrífugas em enunciados presentes em performances poéticas do slam do corpo. Estamos considerando o slam um gênero discursivo (Bakhtin, 2016), imbricado na perspectiva da Literatura Marginal, por sua potência discursiv...

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Main Authors: Emiliana Oliveira de Lima, Maria da Penha Casado Alves
Format: Article
Language:English
Published: Universidade Estadual de Londrina 2024-12-01
Series:Boitatá
Subjects:
Online Access:https://ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/boitata/article/view/50420
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Description
Summary:O presente artigo tem por objetivo analisar a atuação das forças centrípetas e centrífugas em enunciados presentes em performances poéticas do slam do corpo. Estamos considerando o slam um gênero discursivo (Bakhtin, 2016), imbricado na perspectiva da Literatura Marginal, por sua potência discursiva de luta e resistência de sujeitos que estão à margem da sociedade (Kleiman, 2013). O entendimento de Bakhtin (2015) em relação à atuação das forças verboideológicas ¾ centrípetas e centrífugas ¾ é imprescindível para lançarmos um olhar crítico acerca da relação transgressiva da poesia performatizada no slam do corpo. Nesse viés, filiamo-nos à Linguística Aplicada de resistência, por considerar o discurso em uma vertente de inteligibilidade de surdos. Nesse intento, analisamos duas poesias do slam do corpo em que a Língua Brasileira de Sinais é a espinha dorsal no processo de embates dialógicos vivenciados pelo sujeito surdo em relação à sua diferença linguística, quais sejam: “Voz” e “Poesiando identidade”. Por fim, percebemos que a referida força é imprescindível ao escopo dialógico em que o surdo se encontra, pois, por meio da dispersão exercida contra a hegemonia linguística ouvinte, esse sujeito enaltece sua potência discursiva na língua de sinais, sendo a poesia um importante meio para representar sua luta e resistência.
ISSN:1980-4504