Sobre a motivação semântica do traço “gênero semântico” na realização do objeto nulo em português brasileiro

Desde, pelo menos, o século XIX, o uso do clítico acusativo de terceira pessoa (o, a) em português brasileiro cedeu espaço para duas estratégias: (a) o uso do pronome tônico ele, ela ou (b) o uso do chamado objeto direto nulo. Partindo da hipótese básica de Creus & Menuzzi (2004) sobre o traço...

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Main Authors: Gabriel de Ávila Othero, Mônica Rigo Ayres, Ana Carolina Spinelli, Camila Schwanke
Format: Article
Language:Portuguese
Published: Universidade Federal de Santa Catarina, Programa de Pós-Graduação em Linguística 2016-12-01
Series:Working Papers em Linguística
Online Access:https://periodicos.ufsc.br/index.php/workingpapers/article/view/45886
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Mônica Rigo Ayres
Ana Carolina Spinelli
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description Desde, pelo menos, o século XIX, o uso do clítico acusativo de terceira pessoa (o, a) em português brasileiro cedeu espaço para duas estratégias: (a) o uso do pronome tônico ele, ela ou (b) o uso do chamado objeto direto nulo. Partindo da hipótese básica de Creus & Menuzzi (2004) sobre o traço semântico do referente ter papel central para o condicionamento da retomada anafórica com pronome ou com objeto nulo, defendemos a ideia de que existe uma estratégia não marcada e outra marcada em se tratando da retomada anafórica para objetos diretos em 3ª pessoa. Através de reanálises de testes propostos por Creus & Menuzzi e aplicações de novos testes, procuramos mostrar que a estratégia marcada é a utilização de um pronome e a estratégia não marcada, o uso de categoria vazia na posição de objeto, sendo o traço semântico do referente a ser retomado relevante para cada opção.
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institution Kabale University
issn 1984-8420
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publishDate 2016-12-01
publisher Universidade Federal de Santa Catarina, Programa de Pós-Graduação em Linguística
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spelling doaj-art-f657d2db78084a748331bd8a24d34eba2025-08-20T03:44:29ZporUniversidade Federal de Santa Catarina, Programa de Pós-Graduação em LinguísticaWorking Papers em Linguística1984-84202016-12-0117110.5007/1984-8420.2016v17n1p6426525Sobre a motivação semântica do traço “gênero semântico” na realização do objeto nulo em português brasileiroGabriel de Ávila Othero0Mônica Rigo Ayres1Ana Carolina Spinelli2Camila Schwanke3Universidade Federal do Rio Grande do SulUniversidade do Rio Grande do SulUniversidade do Rio Grande do SulUniversidade do Rio Grande do Sul. Desde, pelo menos, o século XIX, o uso do clítico acusativo de terceira pessoa (o, a) em português brasileiro cedeu espaço para duas estratégias: (a) o uso do pronome tônico ele, ela ou (b) o uso do chamado objeto direto nulo. Partindo da hipótese básica de Creus & Menuzzi (2004) sobre o traço semântico do referente ter papel central para o condicionamento da retomada anafórica com pronome ou com objeto nulo, defendemos a ideia de que existe uma estratégia não marcada e outra marcada em se tratando da retomada anafórica para objetos diretos em 3ª pessoa. Através de reanálises de testes propostos por Creus & Menuzzi e aplicações de novos testes, procuramos mostrar que a estratégia marcada é a utilização de um pronome e a estratégia não marcada, o uso de categoria vazia na posição de objeto, sendo o traço semântico do referente a ser retomado relevante para cada opção. https://periodicos.ufsc.br/index.php/workingpapers/article/view/45886
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