Estética e leitmotiv político: analisando o jovem Lukács a partir de Thomas Mann e Henrik Ibsen

Pretendemos neste artigo analisar o leitmotiv político do jovem Lukács através dos problemas centrais levantados por Thomas Mann e Henrik Ibsen em suas obras Tönio Kroger (1903) e Quando despertarmos dentre os mortos (1899). A justificativa deste caminho adotado dá-se pelo fato de o próprio filósofo...

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Main Author: Sandro de Mello Justo
Format: Article
Language:Portuguese
Published: Universidade Federal de Santa Catarina 2017-06-01
Series:Outra Travessia
Online Access:https://periodicos.ufsc.br/index.php/Outra/article/view/56044
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Description
Summary:Pretendemos neste artigo analisar o leitmotiv político do jovem Lukács através dos problemas centrais levantados por Thomas Mann e Henrik Ibsen em suas obras Tönio Kroger (1903) e Quando despertarmos dentre os mortos (1899). A justificativa deste caminho adotado dá-se pelo fato de o próprio filósofo húngaro ter anunciado na sua maturidade que as problemáticas das referidas obras exerceram fortes influências sobre seu estado de espírito juvenil. Cabe dizer que neste período de juventude György Lukács caracterizou-se por uma profunda recusa do mundo burguês traduzida numa espécie de anticapitalismo romântico. Desta forma, compreendemos que a leitura de Mann e Ibsen pode ser elucidativa ao entendimento das singularidades deste leitmotiv político do jovem Lukács. O presente artigo divide-se em três momentos substanciais: no primeiro, precedido por observações introdutórias acerca de György Lukács, analisamos uma síntese inalcançável presente em Tönio Kroger: a síntese entre arte e vida cotidiana. No segundo, voltamos os olhos para o fio condutor de Quando despertarmos dentre os mortos: o conflito entre arte e vida como ilustração de uma existência sem sentido sob o mundo burguês. E no terceiro e último momento, analisamos o anticapitalismo romântico do jovem Lukács em diálogo com os dramas vividos por Kroger e Rubek.
ISSN:1807-5002
2176-8552