“O futuro é ancestral”: rumo à escatologia da ancestralidade a partir da ecodomia dos modos de vida quilombola

A crise climática, as pandemias e inúmeras catástrofes ambientais nos confrontam acerca do futuro que podemos esperar para a humanidade e toda a criação. As mulheres negras e a Terra são as mais afetadas neste contexto marcado pelo patriarcado e um sistema econômico depredatório. Perguntar pelo fut...

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Main Author: Cleusa Caldeira
Format: Article
Language:English
Published: Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia 2025-04-01
Series:Perspectiva Teológica
Online Access:https://faje.edu.br/periodicos/index.php/perspectiva/article/view/5812
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Description
Summary:A crise climática, as pandemias e inúmeras catástrofes ambientais nos confrontam acerca do futuro que podemos esperar para a humanidade e toda a criação. As mulheres negras e a Terra são as mais afetadas neste contexto marcado pelo patriarcado e um sistema econômico depredatório. Perguntar pelo futuro é usar a imaginação escatológica para gerar potência criativa e de ação capaz de antecipar o desejo de Deus para a humanidade e a criação. Perguntamos se a diáspora negra, a partir da sua particularidade, pode contribuir para a teologia Global. Será que podemos reconfigurar a escatologia a partir desta particularidade e, assim, alimentar a esperança dos povos que são massacrados pelo sistema vigente? Para tecer uma escatologia negra, a saber, uma “escatologia da ancestralidade”, utilizamos os fios do ecofeminismo africano e do pensamento afrodiaspórico. Sinalizamos para a ecodomia dos modos de vida quilombola, como uma escatologia prática. PALAVRAS-CHAVE: Fim do mundo. Escatologia. Ecofeminismo africano. Pensamento afrodiaspórico. Ancestralidade. Ecodomia.
ISSN:0102-4469
2176-8757