A voz androide na poesia digital algorítmica e autogerada em "Big Data" (2019), "Emociones artificiales" (2017) e "Mb-r-èz yàx mtí Gemido de águila" (2018)
O presente artigo examina três obras de poesia digital algorítmica e autogerada – Big Data (Bonilla e Mata 2019), Emoções artificiais (Läufer 2017) e Mb-r-èz yàx mtí Gemido de águia (Zapoteco 3.0, 2018) – sob a perspectiva pós-humanista da voz andróide como instância de enunciação. A partir de uma...
Saved in:
| Main Author: | |
|---|---|
| Format: | Article |
| Language: | English |
| Published: |
Universidade Estadual de Londrina
2025-06-01
|
| Series: | Terra Roxa e Outras Terras: Revista de Estudos Literários |
| Subjects: | |
| Online Access: | https://ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/terraroxa/article/view/51958 |
| Tags: |
Add Tag
No Tags, Be the first to tag this record!
|
| Summary: | O presente artigo examina três obras de poesia digital algorítmica e autogerada – Big Data (Bonilla e Mata 2019), Emoções artificiais (Läufer 2017) e Mb-r-èz yàx mtí Gemido de águia (Zapoteco 3.0, 2018) – sob a perspectiva pós-humanista da voz andróide como instância de enunciação. A partir de uma leitura constelar, propõe-se que essas obras problematizam as noções tradicionais de autoria, subjetividade e linguagem ao apresentar vozes poéticas geradas por algoritmos que simulam características humanas. Big Data encena a vigilância algorítmica e a dissolução da individualidade, Emoções artificiais ironiza sobre a autenticidade emocional em contextos computacionais e Gemido de águia articula uma poética digital descolonizadora que reivindica o zapoteca como língua de enunciação estética. Em conjunto, as três propostas constituem um laboratório poético-tecnológico no qual a subjetividade já não é concebida como interioridade humana, mas como um arranjo dinâmico entre código, afeto, cultura e tecnologia. Assim, a voz andróide apresenta-se como figura estética fundamental para compreender os deslocamentos contemporâneos na literatura digital, em diálogo com os postulados teóricos de Ferrando, Braidotti e Haraway sobre a subjetividade pós-humana.
|
|---|---|
| ISSN: | 1678-2054 |