Sentir-se seguro e amado na escola: gentle teaching em contexto educativo

O Gentle Teaching é um modelo de intervenção relacional centrado na construção de relacionamentos seguros e vinculativos. Desde a sua criação por McGee, nos anos 80, tem vindo a ser implementado, de forma particular, com pessoas em situação de vulnerabilidade ou desvantagem. O modo como nos relacion...

Full description

Saved in:
Bibliographic Details
Main Authors: Cátia Mariana Martins, Raquel Tavares Marques, Mariana Linharelhos, Isabel Catarina Martins
Format: Article
Language:English
Published: Universidade Católica Portuguesa, Instituto de Gestão e das Organizações da Saúde 2021-03-01
Series:Gestão e Desenvolvimento
Subjects:
Online Access:https://revistas.ucp.pt/index.php/gestaoedesenvolvimento/article/view/9784
Tags: Add Tag
No Tags, Be the first to tag this record!
Description
Summary:O Gentle Teaching é um modelo de intervenção relacional centrado na construção de relacionamentos seguros e vinculativos. Desde a sua criação por McGee, nos anos 80, tem vindo a ser implementado, de forma particular, com pessoas em situação de vulnerabilidade ou desvantagem. O modo como nos relacionamos com as pessoas com dificuldades intelectuais, problemas de saúde mental ou comportamentos desafiantes sempre causou preocupação. Sendo o ambiente educacional cada vez mais inclusivo e promotor da diversidade, esta inquietação tem-se alargado aos contextos de aprendizagem escolar, criando a necessidade de explorar ferramentas educacionais que permitam aos agentes educativos responder a todos os alunos. Os bons resultados do Gentle Teaching, aplicado a diversos contextos, sugere o seu potencial e adequação a ambientes educacionais, através da criação de relações de vinculação, promotoras de afeto e segurança. Este artigo expõe o conceito Gentle Teaching, o seu percurso histórico, os pilares do modelo de intervenção, estratégias e técnicas de apoio e abordagens na gestão do comportamento disruptivo, em oposição a paradigmas mais tradicionais. O Gentle Teaching, como abordagem não aversiva na relação, poderá ser uma resposta no apoio a crianças que apresentem dificuldades na aprendizagem e comportamento, de forma alinhada com as orientações legais para a proteção dos direitos da criança que desaprovam formas de punição, física ou mental. Este modelo relacional de interação positiva entre o aluno e o educador, como base da aprendizagem, promove relações significativas e pode ser uma via de valorização do potencial de cada um, dentro do contexto escolar.
ISSN:0872-556X
2184-5638