Paradoxos do Discurso Capitalista: um novo sujeito?
Sobre os discursos que prevaleceriam na contemporaneidade, faz-se inevitável o questionamento sobre o discurso capitalista, na forma do matema que foi apresentado por Lacan em 1972, ocasião da Conferência de Milão. O discurso capitalista já havia sido mencionado, porém, sob outra forma pelo psicana...
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| Format: | Article |
| Language: | English |
| Published: |
Universidade Federal de Santa Catarina
2017-05-01
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| Series: | INTERthesis |
| Online Access: | https://periodicos.ufsc.br/index.php/interthesis/article/view/46970 |
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| Summary: | Sobre os discursos que prevaleceriam na contemporaneidade, faz-se inevitável o questionamento sobre o discurso capitalista, na forma do matema que foi apresentado por Lacan em 1972, ocasião da Conferência de Milão. O discurso capitalista já havia sido mencionado, porém, sob outra forma pelo psicanalista há alguns anos anteriores, sobretudo no seminário 17, “O avesso da psicanálise” (1969/1970). Na ocasião do seminário 17, Lacan apontou o discurso capitalista como uma variante do discurso do mestre. Nesse contexto, o autor sempre se refere a esse discurso, ressaltando a diferença entre o mestre moderno (capitalista) e o mestre tradicional (senhor), porém, ocupando posições semelhantes. Contudo, alguns anos depois, em conferência sobre o discurso do analista, conhecida como a Conferência de Milão, de 1972, Lacan propôs o matema do discurso Capitalista, contudo salienta que essa forma está condenada a consumir a si própria. Esse artigo questiona a possibilidade de existência do discurso capitalista como a expressão de forma inédita de relação do sujeito com o Outro jamais ocorrida em outro momento histórico.
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| ISSN: | 1807-1384 |