PE-013 Impacto e prevalência da dor em idosos: é normal conviver com dor no envelhecimento?

Introdução: O envelhecimento populacional é um fenômeno global e vem acompanhado do aumento de condições de saúde crônicas e degenerativas, as quais contribuem para o surgimento da dor1,2. Neste sentido, a dor pode comprometer a qualidade de vida dos idosos e, apesar de muitas vezes necessário, o t...

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Main Authors: Sthéfani Reis Santos, Josiane Pezzin, Jefferson Pessoa Hemerly, Ana Alice Dias de Castro Luz
Format: Article
Language:English
Published: Instituto Nacional de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia 2025-03-01
Series:Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia
Subjects:
Online Access:https://www.ojs.jaff.org.br/ojs/index.php/jaff/article/view/1136
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Description
Summary:Introdução: O envelhecimento populacional é um fenômeno global e vem acompanhado do aumento de condições de saúde crônicas e degenerativas, as quais contribuem para o surgimento da dor1,2. Neste sentido, a dor pode comprometer a qualidade de vida dos idosos e, apesar de muitas vezes necessário, o tratamento farmacológico da dor pode colaborar para o surgimento de Problemas Relacionados a Medicamentos (PRM), o que exige ajustes e avaliação clínica constantes desses pacientes3. Objetivo: Analisar a prevalência e os impactos da dor persistente em idosos atendidos em um serviço ambulatorial de geriatria do Sistema Único de Saúde. Material e Método: Trata-se de um estudo exploratório, descritivo, com abordagem quali-quantitativa conduzido em um ambulatório de especialidades do SUS localizado no interior do Espírito Santo. A coleta dos dados foi feita por entrevista entre abril e julho de 2024. Foram incluídos no estudo pessoas idosas (>60 anos) que passariam por consulta médica geriátrica no ambulatório. Antes da consulta médica, cada paciente foi convidado a participar do estudo e aplicou-se a escala adaptada de Medida de Dor Geriátrica (Geriatric Pain Measure; GPM)2. Após a consulta médica, os pacientes foram encaminhados para a consulta farmacêutica, onde foram coletadas informações sociodemográficas, histórico de saúde e de utilização de medicamentos. O estudo foi aprovado pelo Comitê de ética, de acordo com o parecer n. 6.071.609. Resultados: Foram entrevistados 20 idosos, cuja média de idade foi de 76,3 anos, sendo 75% eram do sexo feminino e 85% são portadores de doenças crônicas. A maior parte dos idosos referiu sentir dor (80%). Destes, 94% relatam duração superior a três meses. de acordo com o escore do GPM, 50% têm dor moderada e 25% têm dor intensa ou leve. As localizações mais referidas da dor foram: coluna (27%), pernas e joelhos (18,2%). Os medicamentos mais utilizados para tratar a dor foram dipirona e/ ou paracetamol (76,5%). Quanto ao impacto da dor, 87,5% relataram limitações ao realizar atividades intensas, 81,25% moderadas e 62,5% leves. Sentir dor em pequenos deslocamentos, foi a resposta de 62,5% dos entrevistados. Em relação ao trabalho, 56,3% já deixaram de realizar atividades e 62,5% dos idosos afirmaram já ter deixado de fazer algo que gosta por sentir dor. Quanto ao sono e humor, metade dos entrevistados afirmaram ter o sono prejudicado e 75% se sentiram tristes ou deprimidos nos últimos 7 dias. Conclusões: A prevalência de dor entre os idosos entrevistados é elevada, com impacto negativo e importante no cotidiano. Esses prejuízos podem limitar as atividades diárias, levar ao isolamento e predispor outras condições, como depressão. Os dados sugerem que a dor é uma condição pouco valorizada nas queixas desses pacientes. Assim, cabe aos profissionais de saúde desenvolverem práticas direcionadas a este grupo para contribuir com a qualidade de vida e estimular o uso racional de medicamentos, evitando o subtratamento e promovendo uma terapia segura e efetiva para a dor em idosos.
ISSN:2525-5010
2525-7323