SEGURANÇA DO PACIENTE NA FORMAÇÃO DE ENFERMEIROS EM GOIÁS

Introdução: A segurança do paciente é uma prioridade nas políticas públicas de saúde e deve estar integrada à formação dos profissionais da Enfermagem. Objetivo: Analisar a presença de disciplinas ou conteúdos relacionados à segurança do paciente nos currículos dos cursos de graduação em Enfermagem...

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Main Authors: João Vitor de Oliveira Silva, Amária Gabriela Marques Dias, Júlia Oliveira Cardoso, Mayro Celso Ramos Barbosa, Júlio César Coelho do Nascimento
Format: Article
Language:Portuguese
Published: Universidade Federal do Rio Grande do Sul 2025-08-01
Series:Saberes Plurais
Subjects:
Online Access:https://seer.ufrgs.br/index.php/educacaoerealidade;www.scielo.br/index.php/saberesplurais/article/view/148612
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Description
Summary:Introdução: A segurança do paciente é uma prioridade nas políticas públicas de saúde e deve estar integrada à formação dos profissionais da Enfermagem. Objetivo: Analisar a presença de disciplinas ou conteúdos relacionados à segurança do paciente nos currículos dos cursos de graduação em Enfermagem do Estado de Goiás, Brasil. Metodologia: Trata-se de estudo exploratório descritivo, de abordagem documental, realizado em janeiro de 2025, a partir da consulta de dados disponibilizados pelo Sistema Eletrônico de Regulação do Ensino Superior do Ministério da Educação (e-MEC) e de informações públicas obtidas nos websites de Instituições de Ensino Superior (IES) que oferecem o curso de Enfermagem em Goiás na modalidade presencial. Foram analisados Projetos Pedagógicos de Cursos (PPC), matrizes curriculares e ementas disponíveis, com organização dos dados em planilha eletrônica e análise estatística descritiva com cálculo de frequência absoluta e percentual. Resultados: Foram identificadas 57 IES que ofertam o curso de Enfermagem em Goiás, a maior parte Instituições privadas com fins lucrativos (74%). Destas, 43 (75,4%) disponibilizavam em seus websites documentos curriculares. A temática de segurança do paciente foi identificada em 16 (28%) cursos, sendo a maioria (81%) como disciplina obrigatória. Observou-se variação na carga horária e na abordagem dos conteúdos identificados. Conclusão: A análise revelou baixa inserção sistematizada do tema nos currículos. Trata-se de um achado que pode afetar a formação de profissionais preparados para práticas seguras. Recomenda-se a realização de estudos complementares que ampliem a participação dos estados brasileiros e a revisão dos PPC, com a inclusão da temática nos currículos, de forma alinhada às Diretrizes Curriculares Nacionais, ao Programa Nacional de Segurança do Paciente e às demandas do Sistema Único de Saúde (SUS). A disponibilização pública dos documentos curriculares pelas IES evidencia-se como uma estratégia de monitoramento e avaliação da formação da força de trabalho em saúde do país e deve ser estimulada.
ISSN:2525-507X