Respostas planctônica e bentônica a diferentes fertilizações no cultivo do camarão Farfantepenaeus subtilis (Pérez-Farfante, 1967)

O presente trabalho objetivou a indução do alimento natural no cultivo de Farfantepenaeus subtilis através de diferentes regimes de fertilização. Foram utilizados 12 tanques em fibra de vidro de 500 L, estocados com 30 camarões.m-2 (2,57 ± 1,27 g), adotando-se quatro tratamentos em triplicata, sen...

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Main Authors: Werlanne Mendes de Santana, Albino Leal, Werlayne Mendes de Santana, Maria Zita Lúcio, Patrícia Fernandes de Castro, Eudes de Souza Correia
Format: Article
Language:English
Published: Instituto de Pesca 2018-10-01
Series:Boletim do Instituto de Pesca
Subjects:
Online Access:https://institutodepesca.org/index.php/bip/article/view/766
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spelling doaj-art-eba12f62e4ad41d08669cfbda43d40792025-08-20T03:21:19ZengInstituto de PescaBoletim do Instituto de Pesca1678-23052018-10-01341Respostas planctônica e bentônica a diferentes fertilizações no cultivo do camarão Farfantepenaeus subtilis (Pérez-Farfante, 1967)Werlanne Mendes de Santana0Albino Leal1Werlayne Mendes de Santana2Maria Zita Lúcio3Patrícia Fernandes de Castro4Eudes de Souza Correia5Mestre pelo PPG-RPAq, UFRPEAluno do PPG-RPAq, UFRPE/Engenheira de PescaAluno do PPG-RPAq, UFRPEEngenheira de PescaPesquisadora da Embrapa Meio-NorteProfessor do Departamento de Pesca e Aq-­¼icultura, UFRPE O presente trabalho objetivou a indução do alimento natural no cultivo de Farfantepenaeus subtilis através de diferentes regimes de fertilização. Foram utilizados 12 tanques em fibra de vidro de 500 L, estocados com 30 camarões.m-2 (2,57 ± 1,27 g), adotando-se quatro tratamentos em triplicata, sendo três com os fertilizantes orgí­¢nicos farelo de trigo í  FT (28 g.m-2), farelo de arroz í  FA (28 g.m-2) e melaço í  ML (40 mL.m-2) e um como controle í  CT, com fertilizantes inorgí­¢nicos í­Â  base de nitrogênio (2 mg.L-1) e fósforo (0,2 mg.L-1). A alimentação artificial foi ofertada em comedouros, em três horários, com coletas quinzenais de água, plí­¢ncton e bentos. Os resultados demonstraram não haver diferença significativa (Pâ"°¥0,05) na sobrevivência dos camarões entre os fertilizantes orgí­¢nicos, porém houve diferença estatí­­stica (P<0,05) entre FT e CT. Quanto ao alimento natural, não houve diferença significativa (Pâ"°¥0,05) entre os grupos planctônicos. No fitoplí­¢ncton houve predominí­¢ncia de cianobactérias, enquanto que, no zooplí­¢ncton, os principais representantes foram os rotí­­feros. Entre os organismos bentônicos, o fitobentos também foi representado por cianobactérias, havendo diferença (P<0,05) somente no grupo das euglenas, em que FA diferiu de FT e CT. No zoobentos registrou-se predominí­¢ncia de rotí­­feros e nematoides, havendo diferença (P<0,05) no grupo dos rotí­­feros em ML, quando comparado com CT e FT. Os nematoides diferiram em FA quando relacionado com FT e ML, os quais também predominaram no mesobentos, não havendo diferença estatí­­stica (Pâ"°¥0,05) entre os tratamentos. Desta forma, constata-se que, nas condições experimentais adotadas, o efeito dos fertilizantes orgí­¢nicos é similar ao dos inorgí­¢nicos quanto í­Â  indução do alimento natural. https://institutodepesca.org/index.php/bip/article/view/766F. subtilisfertilizantes orgí­¢nicosalimento natural
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