A trapaça do Iauaretê

Este artigo versa sobre a linguagem do conto “Meu tio o Iauaretê” (1961) de João Guima­rães Rosa em sua realização transgressora. Barthes (1978) identifica a linguagem ao poder afir­mando que nela as estruturas de opressão se reproduzem e se mantêm. O poeta, para o pensador francês, é um dos únicos...

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Main Authors: Leomir Silva de Carvalho, Sílvio Augusto de Oliveira Holanda
Format: Article
Language:Spanish
Published: Universidade Federal de Santa Catarina 2014-01-01
Series:Boletim de Pesquisa NELIC
Online Access:https://periodicos.ufsc.br/index.php/nelic/article/view/34316
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Description
Summary:Este artigo versa sobre a linguagem do conto “Meu tio o Iauaretê” (1961) de João Guima­rães Rosa em sua realização transgressora. Barthes (1978) identifica a linguagem ao poder afir­mando que nela as estruturas de opressão se reproduzem e se mantêm. O poeta, para o pensador francês, é um dos únicos sujeitos capazes de estabelecer uma relação criativa com a linguagem pas­sível de suspender sua fixidez, mesmo que por um breve momento, a esse ato Barthes chama de trapaça. Portanto, analisa-se no conto de Guimarães Rosa como o autor brasileiro “trapaceou” ao contar a estória de um matador de onças em “Meu tio o Iaua­retê”. Ao lado disso, traça-se um para­lelo entre a tradução criativa, como a compreende Ha­roldo de Campos no ensaio “A palavra verme­lha de Hoelderlin” (1977), e a fala do matador de onças, obser­vando como a linguagem deste en­cena ou faz-se metáfora da tradução criativa.
ISSN:1518-7284
1984-784X