Diplomacia Travestida
O objetivo deste trabalho é compreender como tem se organizado a agenda política brasileira para a proteção das pessoas LGBTQI+ no âmbito doméstico e internacional frente, por um lado, a taxas alarmantes de violência contra a população LGBTQI+ e, por outro, a relativa projeção nacional e internacion...
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| Main Authors: | , |
|---|---|
| Format: | Article |
| Language: | English |
| Published: |
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
2024-08-01
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| Series: | Perspectiva Filosófica |
| Subjects: | |
| Online Access: | https://periodicos.ufpe.br/revistas/index.php/perspectivafilosofica/article/view/260509 |
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|---|---|
| author | Hanna Henriques Debs Augusto Veloso Leão |
| author_facet | Hanna Henriques Debs Augusto Veloso Leão |
| author_sort | Hanna Henriques Debs |
| collection | DOAJ |
| description | O objetivo deste trabalho é compreender como tem se organizado a agenda política brasileira para a proteção das pessoas LGBTQI+ no âmbito doméstico e internacional frente, por um lado, a taxas alarmantes de violência contra a população LGBTQI+ e, por outro, a relativa projeção nacional e internacional na defesa de direitos humanos da população LGBTQI+. Aplicamos o método de Rede de Atores em quatro casos que enquadram o Brasil em distintos momentos de debate: a reatividade do parlamento brasileiro às demandas LGBTQI+ entre o período de 2003 a 2010; a 60° reunião da Comissão das Nações Unidas para os Direitos Humanos, de 2004; a audiência do 162° Período Extraordinário de Sessões da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), em 2017; e o desempenho brasileiro no relatório de Avances y Desafios Hacia el Reconocimiento de los Derechos de las Personas LGBTI en las Américas, publicado pela CIDH, em 2019. Os resultados apontam para: i) o protagonismo regional do Brasil no avanço da proteção da diversidade sexual e de gênero; ii) a existência de uma rede poderosa de advocacy em prol da segurança das minorias sexuais e de gênero; iii) o condicionamento do avanço da discussão internacional pelos Direitos LGBTQI+ às agendas políticas dos Estados; e iv) a sensibilidade da agenda ao jogo de interesses partidários, no Brasil. A presente pesquisa contribui para o argumento de que os direitos das pessoas LGBTQI+ são vulneráveis às instabilidades do Sistema Internacional, e identifica o acirramento das disputas no Brasil que contribuem para esse diagnóstico.
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| format | Article |
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| institution | OA Journals |
| issn | 0104-6454 2357-9986 |
| language | English |
| publishDate | 2024-08-01 |
| publisher | Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) |
| record_format | Article |
| series | Perspectiva Filosófica |
| spelling | doaj-art-eabbf52d9cb2474a91b4fa403a36d2582025-08-20T02:29:41ZengUniversidade Federal de Pernambuco (UFPE)Perspectiva Filosófica0104-64542357-99862024-08-0151110.51359/2357-9986.2024.260509Diplomacia TravestidaHanna Henriques Debs0https://orcid.org/0009-0003-0925-3485Augusto Veloso Leão1https://orcid.org/0000-0003-0036-4982Universidade Federal de Uberlândia (UFU)Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)O objetivo deste trabalho é compreender como tem se organizado a agenda política brasileira para a proteção das pessoas LGBTQI+ no âmbito doméstico e internacional frente, por um lado, a taxas alarmantes de violência contra a população LGBTQI+ e, por outro, a relativa projeção nacional e internacional na defesa de direitos humanos da população LGBTQI+. Aplicamos o método de Rede de Atores em quatro casos que enquadram o Brasil em distintos momentos de debate: a reatividade do parlamento brasileiro às demandas LGBTQI+ entre o período de 2003 a 2010; a 60° reunião da Comissão das Nações Unidas para os Direitos Humanos, de 2004; a audiência do 162° Período Extraordinário de Sessões da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), em 2017; e o desempenho brasileiro no relatório de Avances y Desafios Hacia el Reconocimiento de los Derechos de las Personas LGBTI en las Américas, publicado pela CIDH, em 2019. Os resultados apontam para: i) o protagonismo regional do Brasil no avanço da proteção da diversidade sexual e de gênero; ii) a existência de uma rede poderosa de advocacy em prol da segurança das minorias sexuais e de gênero; iii) o condicionamento do avanço da discussão internacional pelos Direitos LGBTQI+ às agendas políticas dos Estados; e iv) a sensibilidade da agenda ao jogo de interesses partidários, no Brasil. A presente pesquisa contribui para o argumento de que os direitos das pessoas LGBTQI+ são vulneráveis às instabilidades do Sistema Internacional, e identifica o acirramento das disputas no Brasil que contribuem para esse diagnóstico. https://periodicos.ufpe.br/revistas/index.php/perspectivafilosofica/article/view/260509política externadireitos LGBTQI+direitos humanosrelações internacionais |
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