Coprodução de autonomia na Atenção Primária à Saúde
Resumo A Atenção Primária à Saúde (APS) tem como um dos seus objetivos o desenvolvimento de uma atenção integral que impacte na saúde e autonomia. Porém, observa-se que as práticas realizadas se pautam na condução de um cuidado baseado em um modelo biomédico, centrado em uma lógica prescritiva. Este...
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| Main Authors: | , |
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| Published: |
Universidade de São Paulo
2025-05-01
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| Series: | Saúde e Sociedade |
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| author | Ana Clara Rocha Franco Cláudia Maria Filgueiras Penido |
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| collection | DOAJ |
| description | Resumo A Atenção Primária à Saúde (APS) tem como um dos seus objetivos o desenvolvimento de uma atenção integral que impacte na saúde e autonomia. Porém, observa-se que as práticas realizadas se pautam na condução de um cuidado baseado em um modelo biomédico, centrado em uma lógica prescritiva. Este artigo reflete sobre como as práticas são ofertadas na APS e as possibilidades de serem promotoras de um cuidado autônomo. Objetiva-se analisar os possíveis processos de coprodução de autonomia em práticas de saúde na APS de Belo Horizonte; analisar os elementos que os trabalhadores e usuários associam a uma prática de cuidado na APS que possibilite aos usuários pensar e intervir sobre sua saúde; analisar os limites e as potencialidades para a coprodução de autonomia na APS. Foram realizadas entrevistas abertas com trabalhadores e usuários, e foi feita uma análise temática. Ambos os grupos associam autocuidado, responsabilização e vínculo a elementos autonomistas. Para os trabalhadores, há condições que habilitam ou inviabilizam que usuários reflitam e ajam sobre a sua saúde. Identificam-se dificuldades estruturais e organizacionais da APS para coprodução de autonomia. Conclui-se que é preciso tensionar a lógica prescritiva predominante e realizar um movimento de abertura para a produção de subjetividades diversas e plurais. |
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| institution | DOAJ |
| issn | 1984-0470 |
| language | English |
| publishDate | 2025-05-01 |
| publisher | Universidade de São Paulo |
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| series | Saúde e Sociedade |
| spelling | doaj-art-e84a76cfceca44bfb8c7af7de7842d012025-08-20T03:14:25ZengUniversidade de São PauloSaúde e Sociedade1984-04702025-05-0134110.1590/s0104-12902025240363ptCoprodução de autonomia na Atenção Primária à SaúdeAna Clara Rocha Francohttps://orcid.org/0000-0002-0012-9520Cláudia Maria Filgueiras Penidohttps://orcid.org/0000-0002-6417-1939Resumo A Atenção Primária à Saúde (APS) tem como um dos seus objetivos o desenvolvimento de uma atenção integral que impacte na saúde e autonomia. Porém, observa-se que as práticas realizadas se pautam na condução de um cuidado baseado em um modelo biomédico, centrado em uma lógica prescritiva. Este artigo reflete sobre como as práticas são ofertadas na APS e as possibilidades de serem promotoras de um cuidado autônomo. Objetiva-se analisar os possíveis processos de coprodução de autonomia em práticas de saúde na APS de Belo Horizonte; analisar os elementos que os trabalhadores e usuários associam a uma prática de cuidado na APS que possibilite aos usuários pensar e intervir sobre sua saúde; analisar os limites e as potencialidades para a coprodução de autonomia na APS. Foram realizadas entrevistas abertas com trabalhadores e usuários, e foi feita uma análise temática. Ambos os grupos associam autocuidado, responsabilização e vínculo a elementos autonomistas. Para os trabalhadores, há condições que habilitam ou inviabilizam que usuários reflitam e ajam sobre a sua saúde. Identificam-se dificuldades estruturais e organizacionais da APS para coprodução de autonomia. Conclui-se que é preciso tensionar a lógica prescritiva predominante e realizar um movimento de abertura para a produção de subjetividades diversas e plurais.http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-12902025000100501&lng=pt&tlng=ptAutonomiaAtenção Primária à SaúdeSaúde ColetivaProcessos de Trabalho em Saúde |
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