Histomorfometria gonadal comparada de Astyanax lacustris (Lütken, 1875) e Psellogrammus kennedyi (Eigenmann, 1903) (Characiformes, Characidae) em um reservatório no semiárido brasileiro

O objetivo deste estudo foi analisar comparativamente as principais caracterí­­sticas morfológicas e histomorfométricas de ovários e testí­­culos de Astyanax lacustris (Lütken, 1875) e Psellogrammus kennedyi (Eigenmann, 1903). Os peixes foram obtidos entre abril de 2014 e março de 2015, no Reservat...

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Main Authors: Giancarlo Arrais GALVÃO, Augusto Luis Bentinho SILVA, Amanda Soares CARDOSO, Hellen da Silva SANTOS, Patricia Avello Nicola PEREIRA, Leonardo Barros RIBEIRO
Format: Article
Language:English
Published: Instituto de Pesca 2016-12-01
Series:Boletim do Instituto de Pesca
Subjects:
Online Access:https://institutodepesca.org/index.php/bip/article/view/1173
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Description
Summary:O objetivo deste estudo foi analisar comparativamente as principais caracterí­­sticas morfológicas e histomorfométricas de ovários e testí­­culos de Astyanax lacustris (Lütken, 1875) e Psellogrammus kennedyi (Eigenmann, 1903). Os peixes foram obtidos entre abril de 2014 e março de 2015, no Reservatório Monte Alegre (Salgueiro, Pernambuco). No total, 240 indiví­­duos foram observados macroscopicamente e, destes, 126 gônadas foram analisadas histologicamente. Durante o perí­­odo estudado, A. lacustris apresentou quatro diferentes estádios gonadais e P. kennedyi apresentou três. Para ambas as espécies, todos os meses foram detectados macroscopicamente, ovócitos vitelogênicos e, microscopicamente, ovócitos pré-vitelogênicos. O dií­¢metro dos ovócitos vitelogênicos foi maior (471,68 µm±160,55; p<0,05) para fêmeas de A. lacustris. O dií­¢metro dos túbulos seminí­­feros (114,68 µm±34,57; p<0,05) e a altura do epitélio germinativo (18,75 µm±5,47; p<0,05) foram maiores para P. kennedyi. Os testí­­culos maduros em A. lacustris apresentaram epitélio germinativo com bordas melhor delimitadas, quando comparado a P. kennedyi. As observações macroscópicas demonstraram que os maiores valores do í­­ndice gonadossomático (IGS) de ambas as espécies coincidiu com o perí­­odo de maior precipitação (entre novembro/2014 e maio/2015)  na região. Por fim, a partir das observações macro e microscópicas, concluiu-se que as duas espécies apresentam desova parcelada com desenvolvimento ovocitário assincrônico.  
ISSN:1678-2305