De que atividade se fala, quando se fala de trabalho?

A pesquisa que ensejou o presente trabalho, de caráter teórico, vem analisando um conjunto de categorias fundamentais para a Teoria Histórico-Cultural, amplamente recorrentes de forma genérica nos cursos de pedagogia, mas nem sempre tomadas no sentido que lhe confere tal teoria. A recente divulgaçã...

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Main Authors: Matheus Bernardo Silva, Ligia Regina Klein
Format: Article
Language:English
Published: Universidade Federal de Santa Catarina 2016-06-01
Series:Perspectiva
Online Access:https://periodicos.ufsc.br/index.php/perspectiva/article/view/33275
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Description
Summary:A pesquisa que ensejou o presente trabalho, de caráter teórico, vem analisando um conjunto de categorias fundamentais para a Teoria Histórico-Cultural, amplamente recorrentes de forma genérica nos cursos de pedagogia, mas nem sempre tomadas no sentido que lhe confere tal teoria. A recente divulgação da Teoria Histórico-Cultural no campo da educação colocou na pauta dos discursos pedagógicos uma ampla terminologia cujo vigor categorial só se mantém perante a fidelidade ao seu conteúdo. Entretanto, observou-se, no curso da prática docente, que os alunos tendem a empregar certos termos sem, no entanto, discriminar claramente seu sentido, conforme lhes atribuem diferentes perspectivas teóricas. Incorrem, inadvertidamente, em um ecletismo deletério, conferindo significados que, por vezes, são estranhos ou até mesmo contrários aos fundamentos de determinada teoria. O presente artigo analisa a categoria “atividade” na pedagogia escolanovista, contrapondo-a as teorizações de Leontiev, com referência à categoria “trabalho”, conforme formulação de Marx.
ISSN:0102-5473
2175-795X