O voo do pavão misterioso no imaginário das narrativas midiáticas contemporâneas
A literatura de cordel apresenta-se como um espaço fértil para a investigação de fenômenos do imaginário coletivo (Durand, 2012), particularmente do povo nordestino brasileiro. Nela, os lastros mitológicos são atualizados e ressignificados na conjuntura midiática contemporânea. Um exemplo é O roman...
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| Main Authors: | , |
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| Format: | Article |
| Language: | English |
| Published: |
Centro de Estudos Humanísticos da Universidade do Minho
2025-05-01
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| Series: | Diacrítica |
| Subjects: | |
| Online Access: | https://revistas.uminho.pt/index.php/diacritica/article/view/5770 |
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| Summary: | A literatura de cordel apresenta-se como um espaço fértil para a investigação de fenômenos do imaginário coletivo (Durand, 2012), particularmente do povo nordestino brasileiro. Nela, os lastros mitológicos são atualizados e ressignificados na conjuntura midiática contemporânea. Um exemplo é O romance do pavão misterioso, cordel de José Camelo de Melo Rezende (2011), que traz em seu repertório poético elementos arquetípicos (Jung, 2007) que apontam para valores milenares de uma representação mitológica/universal. Considerando a simbologia do pavão como objeto de referência, este estudo analisa os constituintes primordiais que teceram o folheto supracitado e que atualizam as mídias contemporâneas, investigando: i) como se dá o processo mitanalítico do imaginário coletivo e as ressignificações de objetos simbólicos na obra rezendiana?; ii) de que modo a narrativa oferece potencialidades representativas para a produção de outras mídias?; e ainda, iii) qual o sentido por trás da simbologia do pavão, enquanto recurso semiótico antropológico, utilizado para a tessitura de duas séries da plataforma de streaming Netflix Sagrada família e Manifest: o mistério do voo 828? Por meio de uma pesquisa bibliográfica e documental com objetos de mídia, fundamentada numa abordagem Semiótica Antropológica (Rodrigues, 2011), das tradições orais (Zumthor, 2000), dos estudos do imaginário (Durand, 2012) e dos símbolos (Jung, 2007, 2021), inferiu-se que há, conforme Rodrigues (2017), um processo de movência/manutenção de vozes arquetípicas que atualizam o universo midiático atual e alimentam o imaginário coletivo, criando um elo entre tradição e modernidade; fenômeno que se impõe relevante ao passo que dinamiza a plasticidade cultural de produções midiáticas na contemporaneidade.
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| ISSN: | 0870-8967 2183-9174 |