Neoplasias mamária e esplênica em cadela

No tocante às neoplasias mamárias e esplênicas em cães, a abordagem terapêutica cirúrgica é frequentemente o método de escolha, dado seu potencial curativo e a possibilidade de análise histopatológica subsequente. Na medicina veterinária, a incidência de neoplasias mamárias é alta, principalmente e...

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Main Authors: Nathália Borstmann Machado, Daniela Lehmen
Format: Article
Language:English
Published: Editora MV Valero 2024-11-01
Series:Pubvet
Subjects:
Online Access:https://ojs.pubvet.com.br/index.php/revista/article/view/3831
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Description
Summary:No tocante às neoplasias mamárias e esplênicas em cães, a abordagem terapêutica cirúrgica é frequentemente o método de escolha, dado seu potencial curativo e a possibilidade de análise histopatológica subsequente. Na medicina veterinária, a incidência de neoplasias mamárias é alta, principalmente em cadelas não castradas. O carcinoma mamário in situ, com suas particularidades histológicas e comportamento clínico, exige um diagnóstico cuidadoso e uma abordagem terapêutica precisa, realizando-se exames complementares como citopatologia e ultrassonografia para definição adequada do tratamento. A excisão cirúrgica, associada à avaliação do tecido mamário saudável adjacente, é essencial para garantir a remoção completa do tecido neoplásico, sendo indicada, também, a realização de ovariohisterectomia (OVH) conjuntamente à mastectomia. São similarmente frequentes em caninos os tumores em baço, especialmente o hemangiossarcoma, que se destaca pela agressividade e alta taxa metastática. Por isso, o diagnóstico precoce e intervenções precisas são indispensáveis para um bom prognóstico, sendo, frequentemente, removido o órgão acometido em sua totalidade. Dessa forma, relata-se o caso de um canino fêmea, da raça Shih-Tzu, de sete anos e 4 kg, que apresentou, à palpação, um nódulo em M3 esquerda medindo <1 cm com ausência de secreção nodular, alteração de coloração, prurido local ou galactorreia. O paciente foi encaminhado para mastectomia regional e OVH após exame citológico compatível com carcinoma e, em exame ultrassonográfico pré-operatório, notou-se, em baço, formação nodular hipoecogênica singular, discretamente heterogênea, vascularizada ao Doppler e em contato íntimo com a cápsula esplênica em porção medial parietal, medindo 0,96 cm em seu maior eixo. Assim, em inspeção visual transoperatória após OVH e mediante aprovação do tutor, decidiu-se performar esplenectomia total e, após exame histopatológico, foi sabido que o órgão estava acometido por hemangiossarcoma. O canino recebeu alta hospitalar poucas horas após o término da cirurgia, sem o emprego subsequente de terapias adjuvantes.
ISSN:1982-1263