Tumores benignos nasossinusais: Estudo retrospectivo

Introdução: Os Tumores Benignos Nasossinusais (TBN) são raros e usualmente assintomáticos. Englobam um grupo histopatológico heterógeneo de neoplasias que podem ser classificadas do seguinte modo: fibro-ósseas, neurogénicas, vasculares, epiteliais e odontogénicas. A Tomografia computadorizada (TC)...

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Main Authors: Ana Castro Sousa, Vânia Henriques, Roberto Estevão, Jorge Rodrigues, Alexandra Gomes, Sergio Caselhos, Rui Fonseca, Fausto Fernandes
Format: Article
Language:English
Published: Portuguese Society of Otolaryngology and Head and Neck Surgery 2016-04-01
Series:Revista Portuguesa Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço
Subjects:
Online Access:https://journalsporl.com/index.php/sporl/article/view/2786
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Description
Summary:Introdução: Os Tumores Benignos Nasossinusais (TBN) são raros e usualmente assintomáticos. Englobam um grupo histopatológico heterógeneo de neoplasias que podem ser classificadas do seguinte modo: fibro-ósseas, neurogénicas, vasculares, epiteliais e odontogénicas. A Tomografia computadorizada (TC) e a Ressonância Magnética (RM) são fundamentais na avaliação da localização e extensão da lesão, diagnóstico diferencial e planeamento cirúrgico. O tratamento cirúrgico está indicado nos casos sintomáticos, se ocorrerem complicações ou se houver suspeita/potencial de malignidade. As técnicas endonasais minimamente invasivas têm vindo a substituir as abordagens externas clássicas (transfacial ou craniofacial). Objectivo: Avaliar a experiência do serviço de Otorrinolaringologia (ORL) do Centro Hospitalar do Alto Ave (CHAA) no que respeita aos TBN submetidos a tratamento cirúrgico. Material e Métodos: Estudo retrospectivo (período: últimos 10 anos) Resultados: Foram avaliados um total de 32 doentes. O tumor mais frequente foi o papiloma nasossinusal (PN) (56%), seguido dos Osteomas (25%). A idade média de apresentação foi de 52 anos com predomínio do sexo masculino (60%). A obstrução nasal foi o sintoma de apresentação mais frequente. A abordagem cirúrgica por cirurgia endoscópica nasossinusal (CENS) foi a mais utilizada (87%). Verificou-se recidiva em 7 casos: 6 casos de Papiloma e 1 caso de Osteoma. São descritas e discutidas características de cada um dos TBN incluídos nesta série, e os resultados obtidos foram comparados com estudos semelhantes publicados na literatura. Conclusão: O diagnóstico diferencial com tumores malignos é de extrema importância, dada a semelhança clínica e radiológica com os TBN. Os TBN, apesar de pouco frequentes na rotina do otorrinolaringologista, podem ser causa de morbilidade considerável. O tratamento cirúrgico será uma opção em casos particulares. A filosofia do tratamento deverá seguir um algoritmo balanceado entre a necessidade de ressecção e os efeitos adversos inerentes à remoção cirúrgica.
ISSN:2184-6499