Arte-etnografia e o teatro do oprimido: Diálogos educacionais em espaços não formais junto ao grupo MareMoTO

O artigo foca as práticas do Teatro do Oprimido (TO) na luta pela transformação do contexto local e das relações de poder nas comunidades do Rio de Janeiro através da etnografia de um trajeto junto ao grupo MareMoTO. No específico, a etnografia procura compreender como se dão as relações dialógicas...

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Main Authors: Igor Federici Trombini, Alessio Surian
Format: Article
Language:English
Published: Universidade Federal do Maranhão 2024-06-01
Series:Cadernos de Pesquisa
Subjects:
Online Access:https://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/cadernosdepesquisa/article/view/23694
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description O artigo foca as práticas do Teatro do Oprimido (TO) na luta pela transformação do contexto local e das relações de poder nas comunidades do Rio de Janeiro através da etnografia de um trajeto junto ao grupo MareMoTO. No específico, a etnografia procura compreender como se dão as relações dialógicas nos trabalhos de Paulo Freire e nas produções de conhecimentos dentro de um Grupo de TO, assim busca explorar a potência da metodologia no aprofundamento de articulações entre espaços educacionais formais e não formais, que superem a exclusão simbólica e a injustiça cognitiva ao proporem outras formas de se produzir conhecimento, que partam de narrativas polifônicas. Para tal, aprofundamos os entrecruzamentos de três conceitos característicos da etnografia e da metodologia pedagógico-político-teatral de Augusto Boal de forma a investigar como se dão as relações entre elas, e que possibilitam uma outra compreensão do real e de formas de transformá-lo. Partindo dos ensaios, apresentações e oficinas do MareMoTO, compreende-se características que integram o TO, tais como: a transformação do espectador passivo em protagonista ativo, a modificação da realidade através de linguagens invisibilizadas, a ampliação do diálogo sinestésico, a descentralização da voz que produz conhecimento e o alargamento da produção estética como indissociavelmente produtora de conhecimento.
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publishDate 2024-06-01
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spelling doaj-art-dd67790f3a424c53b008ef6c7b3b6db62025-08-20T02:11:37ZengUniversidade Federal do MaranhãoCadernos de Pesquisa2178-22292024-06-0113010.18764/2178-2229v31n2.2024.2820723Arte-etnografia e o teatro do oprimido: Diálogos educacionais em espaços não formais junto ao grupo MareMoTOIgor Federici Trombini0https://orcid.org/0009-0002-1541-2190Alessio Surian1https://orcid.org/0000-0002-6251-2939Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)Università di PadovaO artigo foca as práticas do Teatro do Oprimido (TO) na luta pela transformação do contexto local e das relações de poder nas comunidades do Rio de Janeiro através da etnografia de um trajeto junto ao grupo MareMoTO. No específico, a etnografia procura compreender como se dão as relações dialógicas nos trabalhos de Paulo Freire e nas produções de conhecimentos dentro de um Grupo de TO, assim busca explorar a potência da metodologia no aprofundamento de articulações entre espaços educacionais formais e não formais, que superem a exclusão simbólica e a injustiça cognitiva ao proporem outras formas de se produzir conhecimento, que partam de narrativas polifônicas. Para tal, aprofundamos os entrecruzamentos de três conceitos característicos da etnografia e da metodologia pedagógico-político-teatral de Augusto Boal de forma a investigar como se dão as relações entre elas, e que possibilitam uma outra compreensão do real e de formas de transformá-lo. Partindo dos ensaios, apresentações e oficinas do MareMoTO, compreende-se características que integram o TO, tais como: a transformação do espectador passivo em protagonista ativo, a modificação da realidade através de linguagens invisibilizadas, a ampliação do diálogo sinestésico, a descentralização da voz que produz conhecimento e o alargamento da produção estética como indissociavelmente produtora de conhecimento.https://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/cadernosdepesquisa/article/view/23694educaçãoetnografiapesquisa de campoteatro do oprimido
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