Variações na composição e estrutura da vegetação permitem detectar agrupamentos florísticos em uma Floresta Subtropical Atlântica no Sul do Brasil?

As variações da vegetação em função da posição topográfica têm despertado o interesse dos pesquisadores. Entretanto, poucos estudos verificaram as associações florísticas formadas pela posição topográfica de uma encosta. Neste trabalho, analisamos se as variações na vegetação permitem detectar agru...

Full description

Saved in:
Bibliographic Details
Main Authors: João Paulo de Maçaneiro, Rafaela Cristina Seubert, Lauri Amândio Schorn
Format: Article
Language:English
Published: Universidade Federal de Santa Catarina 2016-12-01
Series:Biotemas
Online Access:https://periodicos.ufsc.br/index.php/biotemas/article/view/43911
Tags: Add Tag
No Tags, Be the first to tag this record!
_version_ 1849393849611321344
author João Paulo de Maçaneiro
Rafaela Cristina Seubert
Lauri Amândio Schorn
author_facet João Paulo de Maçaneiro
Rafaela Cristina Seubert
Lauri Amândio Schorn
author_sort João Paulo de Maçaneiro
collection DOAJ
description As variações da vegetação em função da posição topográfica têm despertado o interesse dos pesquisadores. Entretanto, poucos estudos verificaram as associações florísticas formadas pela posição topográfica de uma encosta. Neste trabalho, analisamos se as variações na vegetação permitem detectar agrupamentos florísticos em uma Floresta Pluvial Subtropical. A vegetação foi amostrada em 25 parcelas de 400 m² distribuídas sistematicamente, onde foram medidos os indivíduos com DAP ? 5,0 cm. Amostramos 1.727 indivíduos e 144 espécies. A ordenação NMDS segregou três grupos em função da posição topográfica da encosta (Monte Carlo, P ? 0,05; ANOSIM, P < 0,001). Euterpe edulis e Sloanea guianensis se destacaram nos terços inferior e médio da encosta, enquanto Ocotea aciphylla e Alchornea triplinervia se destacaram no terço superior. Algumas espécies se mostraram indicadoras dos setores analisados, como é o caso de Actinostemon concolor e Alsophila setosa no terço inferior, Cyathea corcovadensis e Rudgea recurva no terço médio e Myrcia pulchra e Podocarpus sellowii no terço superior. Nossos resultados indicaram que as variações florísticas e estruturais observadas por Veloso e Klein (1959) e Klein (1980; 1984) para o Vale do Itajaí em Santa Catarina apresentam validade estatística nos dias atuais, pois verificamos a formação de diferentes grupos de acordo com a posição topográfica da encosta.
format Article
id doaj-art-dd166e03c7224f4584d3df2b01641383
institution Kabale University
issn 0103-1643
2175-7925
language English
publishDate 2016-12-01
publisher Universidade Federal de Santa Catarina
record_format Article
series Biotemas
spelling doaj-art-dd166e03c7224f4584d3df2b016413832025-08-20T03:40:15ZengUniversidade Federal de Santa CatarinaBiotemas0103-16432175-79252016-12-0129410.5007/2175-7925.2016v29n4p4326178Variações na composição e estrutura da vegetação permitem detectar agrupamentos florísticos em uma Floresta Subtropical Atlântica no Sul do Brasil?João Paulo de Maçaneiro0Rafaela Cristina Seubert1Lauri Amândio Schorn2Universidade Federal do Paraná - UFPRUniversidade Regional de Blumenau - FURBUniversidade Regional de Blumenau - FURB As variações da vegetação em função da posição topográfica têm despertado o interesse dos pesquisadores. Entretanto, poucos estudos verificaram as associações florísticas formadas pela posição topográfica de uma encosta. Neste trabalho, analisamos se as variações na vegetação permitem detectar agrupamentos florísticos em uma Floresta Pluvial Subtropical. A vegetação foi amostrada em 25 parcelas de 400 m² distribuídas sistematicamente, onde foram medidos os indivíduos com DAP ? 5,0 cm. Amostramos 1.727 indivíduos e 144 espécies. A ordenação NMDS segregou três grupos em função da posição topográfica da encosta (Monte Carlo, P ? 0,05; ANOSIM, P < 0,001). Euterpe edulis e Sloanea guianensis se destacaram nos terços inferior e médio da encosta, enquanto Ocotea aciphylla e Alchornea triplinervia se destacaram no terço superior. Algumas espécies se mostraram indicadoras dos setores analisados, como é o caso de Actinostemon concolor e Alsophila setosa no terço inferior, Cyathea corcovadensis e Rudgea recurva no terço médio e Myrcia pulchra e Podocarpus sellowii no terço superior. Nossos resultados indicaram que as variações florísticas e estruturais observadas por Veloso e Klein (1959) e Klein (1980; 1984) para o Vale do Itajaí em Santa Catarina apresentam validade estatística nos dias atuais, pois verificamos a formação de diferentes grupos de acordo com a posição topográfica da encosta. https://periodicos.ufsc.br/index.php/biotemas/article/view/43911
spellingShingle João Paulo de Maçaneiro
Rafaela Cristina Seubert
Lauri Amândio Schorn
Variações na composição e estrutura da vegetação permitem detectar agrupamentos florísticos em uma Floresta Subtropical Atlântica no Sul do Brasil?
Biotemas
title Variações na composição e estrutura da vegetação permitem detectar agrupamentos florísticos em uma Floresta Subtropical Atlântica no Sul do Brasil?
title_full Variações na composição e estrutura da vegetação permitem detectar agrupamentos florísticos em uma Floresta Subtropical Atlântica no Sul do Brasil?
title_fullStr Variações na composição e estrutura da vegetação permitem detectar agrupamentos florísticos em uma Floresta Subtropical Atlântica no Sul do Brasil?
title_full_unstemmed Variações na composição e estrutura da vegetação permitem detectar agrupamentos florísticos em uma Floresta Subtropical Atlântica no Sul do Brasil?
title_short Variações na composição e estrutura da vegetação permitem detectar agrupamentos florísticos em uma Floresta Subtropical Atlântica no Sul do Brasil?
title_sort variacoes na composicao e estrutura da vegetacao permitem detectar agrupamentos floristicos em uma floresta subtropical atlantica no sul do brasil
url https://periodicos.ufsc.br/index.php/biotemas/article/view/43911
work_keys_str_mv AT joaopaulodemacaneiro variacoesnacomposicaoeestruturadavegetacaopermitemdetectaragrupamentosfloristicosemumaflorestasubtropicalatlanticanosuldobrasil
AT rafaelacristinaseubert variacoesnacomposicaoeestruturadavegetacaopermitemdetectaragrupamentosfloristicosemumaflorestasubtropicalatlanticanosuldobrasil
AT lauriamandioschorn variacoesnacomposicaoeestruturadavegetacaopermitemdetectaragrupamentosfloristicosemumaflorestasubtropicalatlanticanosuldobrasil