A PAZ QUE EU NÃO QUERO: REFLEXÕES SOBRE A “PACIFICAÇÃO” DE FAVELAS NO RIO DE JANEIRO COMO UMA PERMANÊNCIA DA COLONIALIDADE

Este artigo explora o processo atual de pacificação das favelas do Rio de Janeiro através das práticas e discursos que perpetuam expressões da colonialidade no país. Argumenta-se que esta pacificação consiste em um mecanismo de controle social em prática no Brasil desde a colonização, atingindo grup...

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Main Authors: Liebert Rodrigues, Danielle Amorim Rodrigues, Gustavo Poeys
Format: Article
Language:English
Published: Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Social - Universidade Estadual de Montes Claros 2024-12-01
Series:Revista Desenvolvimento Social
Subjects:
Online Access:https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/rds/article/view/8699
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Description
Summary:Este artigo explora o processo atual de pacificação das favelas do Rio de Janeiro através das práticas e discursos que perpetuam expressões da colonialidade no país. Argumenta-se que esta pacificação consiste em um mecanismo de controle social em prática no Brasil desde a colonização, atingindo grupos sociais específicos com base em um discurso de combate à insegurança e de promoção do desenvolvimento e da civilidade em territórios do outro. A partir da categoria de colonialidade, o artigo discute como a pacificação pode se manifestar no contexto da cidade do Rio de Janeiro. O estudo propõe a articulação dessa categoria para contribuir na compreensão das lutas sociais contemporâneas e na necessidade de descolonização do conhecimento e das práticas sociais. Mesmo não sendo um fenômeno novo, a pacificação vem sendo um instrumento cada vez mais associado à organização de espaços urbanos em territórios marginalizados, com destaque para a instalação das Unidades de Polícia Pacificadora em favelas cariocas a partir do ano de 2008. Torna-se necessário então o entendimento de sua vinculação com as produções das cidades brasileiras associadas à reprodução e manutenção de permanências da colonialidade no Brasil.
ISSN:1982-8608
2179-6807