Quando A Carne Se Faz Verbo: A Emergência de Significados Pelo (E No) Corpo
Por muito tempo, o corpo foi visto como um sustentáculo para a substância racional, a res cogitans cartesiana, que atribuía à mente todo o valor da racionalidade humana. Contudo, essa fragmentação do homem fez com que o corpo tivesse papel quase nulo para a racionalidade. Ao longo deste texto, disc...
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| Main Author: | |
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| Format: | Article |
| Language: | English |
| Published: |
Universidade Federal de Santa Catarina
2015-10-01
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| Series: | Ilha do Desterro |
| Online Access: | https://periodicos.ufsc.br/index.php/desterro/article/view/39032 |
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Por muito tempo, o corpo foi visto como um sustentáculo para a substância racional, a res cogitans cartesiana, que atribuía à mente todo o valor da racionalidade humana. Contudo, essa fragmentação do homem fez com que o corpo tivesse papel quase nulo para a racionalidade. Ao longo deste texto, discute-se uma retomada do lugar do corpo como campo semântico da razão: defende-se que é por meio dele que emergem grande parte dos conceitos, em especial os de emoções, categoria abstrata e historicamente relegada a um segundo plano no campo filosófico. É a partir da noção de uma cognição incorporada que se assumem os fundamentos para tratar dos processos de conceptualização e significação tão caros a áreas como as da Linguística Cognitiva.
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| publisher | Universidade Federal de Santa Catarina |
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| series | Ilha do Desterro |
| spelling | doaj-art-d7249bdb72634bd4b626be3973b9e3872025-08-20T01:49:57ZengUniversidade Federal de Santa CatarinaIlha do Desterro0101-48462175-80262015-10-0168310.5007/2175-8026.2015v68n3p11524411Quando A Carne Se Faz Verbo: A Emergência de Significados Pelo (E No) CorpoAline Aver Vanin0Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre Por muito tempo, o corpo foi visto como um sustentáculo para a substância racional, a res cogitans cartesiana, que atribuía à mente todo o valor da racionalidade humana. Contudo, essa fragmentação do homem fez com que o corpo tivesse papel quase nulo para a racionalidade. Ao longo deste texto, discute-se uma retomada do lugar do corpo como campo semântico da razão: defende-se que é por meio dele que emergem grande parte dos conceitos, em especial os de emoções, categoria abstrata e historicamente relegada a um segundo plano no campo filosófico. É a partir da noção de uma cognição incorporada que se assumem os fundamentos para tratar dos processos de conceptualização e significação tão caros a áreas como as da Linguística Cognitiva. https://periodicos.ufsc.br/index.php/desterro/article/view/39032 |
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