Interseccionalidade e insegurança alimentar em favelas de Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil
A insegurança alimentar gera graves implicações para a saúde e a vida das populações. Muitos determinantes sociais já foram identificados, mas a compreensão da insegurança alimentar ainda é limitada devido a uma visão fragmentada que desarticula as diferentes dimensões de vulnerabilidade. Este estud...
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Escola Nacional de Saúde Pública, Fundação Oswaldo Cruz
2025-02-01
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| Series: | Cadernos de Saúde Pública |
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| description | A insegurança alimentar gera graves implicações para a saúde e a vida das populações. Muitos determinantes sociais já foram identificados, mas a compreensão da insegurança alimentar ainda é limitada devido a uma visão fragmentada que desarticula as diferentes dimensões de vulnerabilidade. Este estudo objetiva analisar a (in)segurança alimentar sob o olhar da interseccionalidade, tendo como local de estudo duas favelas de Belo Horizonte (Minas Gerais, Brasil) e seus entornos. A análise transversal foi realizada com dados do inquérito domiciliar do Projeto BH-Viva. A variável de desfecho foi a insegurança alimentar, e as variáveis de exposição foram obtidas pela construção interseccional de indicadores de vulnerabilidade social (sexo, raça/cor e Índice de Vulnerabilidade Socioeconômica Sensível à Insegurança Alimentar - IVSIA, construído a partir dos domínios trabalho e renda, escolaridade e condições de domicílio). As associações entre a insegurança alimentar e as exposições foram estimadas por meio de modelos de regressão logística, e o efeito das categorias de interseccionalidade sobre a insegurança alimentar foi capturado por termos de interação apropriados. Entre as pessoas em condições socioeconômicas desfavoráveis (IVSIA), as mulheres negras apresentaram as maiores chances de apresentar insegurança alimentar (OR = 7,50; IC95%: 3,20-17,58) do que homens negros e mulheres brancas. Os resultados revelam que a insegurança alimentar é marcada por processos de vulnerabilização interseccionais, em que se sobrepõem os efeitos de privação socioeconômica, sexismo, patriarcado e racismo. Dessa forma, reforçam a necessidade de pesquisas com abordagens interseccionais para identificar os padrões e as principais vítimas da insegurança alimentar, bem como a urgência de políticas públicas voltadas para as necessidades desses grupos. |
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| publisher | Escola Nacional de Saúde Pública, Fundação Oswaldo Cruz |
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