Obesidade Infantil e Risco Cardiovascular: Papel dos Padrões Alimentares e da Atividade Física na Saúde Metabólica de Crianças de 9 Anos

Introdução: A obesidade infantil constitui um problema de saúde pública global, com implicações a longo prazo na saúde metabólica e cardiovascular. Objetivos: Analisar a associação entre padrões alimentares, atividade física e marcadores de saúde metabólica e risco cardiovascular em crianças de 9 a...

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Main Authors: Paulo Mascarenhas, José Furtado, Sílvia Almeida, Fernando Ferraz, Pedro Oliveira
Format: Article
Language:English
Published: Rede Académica das Ciências da Saúde da Lusofonia - RACS 2025-08-01
Series:RevSALUS
Subjects:
Online Access:https://revsalus.com/index.php/RevSALUS/article/view/1054
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description Introdução: A obesidade infantil constitui um problema de saúde pública global, com implicações a longo prazo na saúde metabólica e cardiovascular. Objetivos: Analisar a associação entre padrões alimentares, atividade física e marcadores de saúde metabólica e risco cardiovascular em crianças de 9 anos. Métodos: Estudo transversal incluiu 954 crianças, com avaliação antropométrica, composição corporal (bioimpedância), parâmetros bioquímicos e rácio monócitos M1/M2 (marcador inflamatório). A dieta e a atividade física foram inquiridas. A regressão multinível, ajustada para idade, sexo e nível socioeconómico, avaliou associações entre fatores de estilo de vida e marcadores metabólicos. Resultados: Entre os participantes, 39% tinham excesso de peso e 62% apresentavam dislipidemia, sendo que 60% das crianças eutróficas apresentaram hipercolesterolemia. Crianças com excesso de peso exibiram níveis mais elevados de IFN-γ e maior rácio M1/M2. Um padrão alimentar ocidentalizado associou-se a maior índice de massa corporal padronizado (zIMC), maior % de massa gorda, assim como maior prevalência de lipoproteína de baixa densidade (LDL) e resistência à insulina. Omissão de refeições (53,6%), baixa ingestão de vegetais (57,4%) e reduzido consumo de peixe (32,8%) foram comportamentos alimentares obesogénicos prevalentes. Em contraste, uma dieta tradicional tipo mediterrânica associou-se a perfis lipídicos mais favoráveis. A atividade física revelou associação inversa com os níveis de triglicéridos. Conclusão: A adesão a padrões alimentares ocidentais associou-se a aumento da adiposidade e a marcadores de risco cardiovascular, mesmo em crianças com zIMC normal. Padrões alimentares tradicionais e atividade física mostraram potenciais efeitos protetores.
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