“Caindo fora da corrida“: tempo, transitoriedade e depressão na era neoliberal

O objetivo deste artigo é investigar o modo como o tempo, a transitoriedade e a depressão se articulam na era neoliberal, a partir de vinhetas da personagem Esther Greenwood — escrita por Sylvia Plath em 1963, em seu romance A redoma de vidro — e da literatura psicanalítica de Freud a Lacan. O que f...

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Main Authors: Anderson Barbosa de Araújo, Paula Cristina Monteiro de Barros
Format: Article
Language:English
Published: Associação Universitária de Pesquisa em Psicopatologia Fundamental 2024-12-01
Series:Revista Latinoamericana de Psicopatologia Fundamental
Subjects:
Online Access:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-47142024000100325&lng=pt&tlng=pt
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Summary:O objetivo deste artigo é investigar o modo como o tempo, a transitoriedade e a depressão se articulam na era neoliberal, a partir de vinhetas da personagem Esther Greenwood — escrita por Sylvia Plath em 1963, em seu romance A redoma de vidro — e da literatura psicanalítica de Freud a Lacan. O que foi possível observar é que Esther denuncia e ensina sobre a posição insurgente que os sujeitos depressivos estabelecem frente aos imperativos do gozo e da pressa na contemporaneidade, revelando a transitoriedade como um real incontornável. A depressão aparece como paradigmática para pensar, justamente pelo revés que ela representa, o modo como a racionalidade neoliberal interfere diretamente na experiência que os sujeitos mantêm com o tempo e a transitoriedade e, portanto, com a vida e a morte.
ISSN:1984-0381