Qualidade de vida e comportamentos de risco para transtornos alimentares em universitários

Os transtornos alimentares podem ocasionar inúmeros prejuízos à saúde, incluindo má qualidade de vida. Este estudo objetivou explorar a associação entre qualidade de vida e comportamentos de risco para transtornos alimentares. Um estudo transversal foi conduzido com uma amostra de 353 universitário...

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Main Authors: Lisiane Daniela Paim, Anderson Garcez, Rafaela Santi Dell'Osbel, Fernanda Bissigo Pereira
Format: Article
Language:English
Published: Editora Unijuí 2025-03-01
Series:Revista Contexto & Saúde
Subjects:
Online Access:http://www.revistas.unijui.edu.br/index.php/contextoesaude/article/view/14955
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Description
Summary:Os transtornos alimentares podem ocasionar inúmeros prejuízos à saúde, incluindo má qualidade de vida. Este estudo objetivou explorar a associação entre qualidade de vida e comportamentos de risco para transtornos alimentares. Um estudo transversal foi conduzido com uma amostra de 353 universitários da área da saúde do Sul do Brasil. A qualidade de vida foi avaliada por meio do WHOQOL-bref e os comportamentos de risco para transtornos alimentares por meio do EAT-26. A análise foi conduzida por meio de estatísticas descritivas, testes não paramétricos e regressão de Poisson. A média de idade da amostra foi de 25,9 ± 8,2 anos e verificou-se uma mediana (Med) de 66,3 pontos (intervalo interquartil [IIQ]: 58,6–74,0) no escore total de qualidade de vida, incluindo uma prevalência de pior qualidade de vida de 28,3% (Intervalo de Confiança [IC] 95%: 23,6–33,0). Uma menor pontuação do escore de qualidade de vida foi verificada entre os universitários com comportamentos de risco (Med: 63,0; IIQ: 52,9–70,2) em relação aos sem comportamentos de risco (Med: 67,3; IIQ: 60,6–75,0; p=0,002). Após ajuste, os universitários com comportamentos de risco para transtornos alimentares apresentaram uma probabilidade 79% maior de ter pior qualidade de vida (Razão de Prevalência [RP] = 1,79; IC95%: 1,28–2,50; p=0,001), quando comparado àqueles sem comportamentos de risco. Assim, os achados deste estudo indicaram uma pior qualidade de vida entre os universitários com comportamentos de risco para transtornos alimentares.
ISSN:2176-7114