PE-021 Implementação da caneta de insulina de ação rápida reutilizavel Xiulin Pen no Componente Especializado da Assistência Farmacêutica no Estado de Alagoas: relato de experiência

Introdução: A Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV) se refere às reações imunologicamente mediadas, podendo ser IgE mediada, não IgE mediada ou mista. Essa condição pode afetar os sistemas digestivo, respiratório, cutâneo, e desencadear reações sistêmicas graves, como a anafilaxia. O tratament...

Full description

Saved in:
Bibliographic Details
Main Authors: Julio Henrique Rodrigues Gomes, Amanda Maria Paixao Soares, Natalia da Silva Alves, Anna Gabriela Souto Maior Nascimento, Larissa Costa Santos
Format: Article
Language:English
Published: Instituto Nacional de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia 2025-03-01
Series:Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia
Subjects:
Online Access:https://www.ojs.jaff.org.br/ojs/index.php/jaff/article/view/1144
Tags: Add Tag
No Tags, Be the first to tag this record!
_version_ 1850186937945554944
author Julio Henrique Rodrigues Gomes
Amanda Maria Paixao Soares
Natalia da Silva Alves
Anna Gabriela Souto Maior Nascimento
Larissa Costa Santos
author_facet Julio Henrique Rodrigues Gomes
Amanda Maria Paixao Soares
Natalia da Silva Alves
Anna Gabriela Souto Maior Nascimento
Larissa Costa Santos
author_sort Julio Henrique Rodrigues Gomes
collection DOAJ
description Introdução: A Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV) se refere às reações imunologicamente mediadas, podendo ser IgE mediada, não IgE mediada ou mista. Essa condição pode afetar os sistemas digestivo, respiratório, cutâneo, e desencadear reações sistêmicas graves, como a anafilaxia. O tratamento é a exclusão da proteína alergênica da dieta. A prevalência de APLV é em torno de 2,5% em crianças e em 80-90% desenvolvem tolerância até o 3º ano de vida3. Um Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) Estadual de 2007 normatiza a dispensação de fórmulas nutricionais para crianças com APLV até 24 meses, porém em agosto/2024 não há políticas nacionais para essa população no Sistema Único de Saúde (SUS). Objetivo: Revisar o histórico de avaliação de tecnologias para APLV em âmbito nacional no SUS, apresentar o cenário de implementação de um PCDT Estadual e desafios dessa política pública. Material e Método: Foram consultados documentos oficiais do Ministério da Saúde (MS) de 2012 a 2024 sobre o tema. Levantou-se informações de dispensação de fórmulas nutricionais para APLV, em sistema próprio da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES/SP), nos períodos de maio/2021 e abril de 2022 e de maio/2023 e abril/2024. Resultados: Em 2012, a Secretaria de Atenção à Saúde/MS submeteu as fórmulas para APLV na CONITEC, que foi encerrada a pedido do demandante em 2015. Em 2017, houve nova submissão, que resultou na incorporação das fórmulas nutricionais para crianças até 24 meses com APLV no SUS (Portaria nº 67/2018)4. Em 2021, foi divulgada a Consulta Pública (CP) para o Teste de Provocação Oral (TPO)4, com recomendação preliminar favorável para incorporação no SUS4 e em 2022 foi incorporado no SUS para diagnóstico e monitoramento destes pacientes. O PCDT foi desenvolvido pelo MS e a CP finalizada em maio/2024. Até julho/2024 a versão final deste PCDT não havia sido publicada pelo MS4. Durante este período, a SES manteve o PCDT Estadual em funcionamento. Entre maio/2021 e abril/2022, 29.267 pacientes foram atendidos, sendo 57% com a dispensação de fórmulas de aminoácidos livres, 36% extensamente hidrolisada e 8% de proteína isolada de soja. Em comparação, entre maio/2023 e abril/2024, 37.551 pacientes foram atendidos (28% a mais), com proporções de 58%, 35% e 7%, respectivamente, para as mesmas fórmulas. Conclusões: Apesar da incorporação de tecnologias para APLV no SUS, sua oferta não se concretizou. Conforme legislação, a dispensação das fórmulas nutricionais deveria ter sido iniciada até maio/2019 (atraso em 1.895 dias em julho/2024) e o TPO deveria estar acessível à população desde setembro/2022 (atraso em 674 dias em julho/2024). Considerando que o PCDT ainda não foi publicado pelo MS, não há previsão de disponibilização das tecnologias no SUS. Esta lacuna assistencial tem sido suprida por iniciativas de gestores subnacionais, como a SES/SP, com financiamento próprio. Problemas de implementação de políticas públicas nacionais para APLV contribuem para a persistência de uma lacuna assistencial.
format Article
id doaj-art-d464a08d599543a89e90cf95de3ed9ee
institution OA Journals
issn 2525-5010
2525-7323
language English
publishDate 2025-03-01
publisher Instituto Nacional de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia
record_format Article
series Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia
spelling doaj-art-d464a08d599543a89e90cf95de3ed9ee2025-08-20T02:16:13ZengInstituto Nacional de Assistência Farmacêutica e FarmacoeconomiaJornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia2525-50102525-73232025-03-019s. 310.22563/2525-7323.2025.v9.s3.p.38PE-021 Implementação da caneta de insulina de ação rápida reutilizavel Xiulin Pen no Componente Especializado da Assistência Farmacêutica no Estado de Alagoas: relato de experiênciaJulio Henrique Rodrigues GomesAmanda Maria Paixao SoaresNatalia da Silva AlvesAnna Gabriela Souto Maior NascimentoLarissa Costa Santos Introdução: A Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV) se refere às reações imunologicamente mediadas, podendo ser IgE mediada, não IgE mediada ou mista. Essa condição pode afetar os sistemas digestivo, respiratório, cutâneo, e desencadear reações sistêmicas graves, como a anafilaxia. O tratamento é a exclusão da proteína alergênica da dieta. A prevalência de APLV é em torno de 2,5% em crianças e em 80-90% desenvolvem tolerância até o 3º ano de vida3. Um Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) Estadual de 2007 normatiza a dispensação de fórmulas nutricionais para crianças com APLV até 24 meses, porém em agosto/2024 não há políticas nacionais para essa população no Sistema Único de Saúde (SUS). Objetivo: Revisar o histórico de avaliação de tecnologias para APLV em âmbito nacional no SUS, apresentar o cenário de implementação de um PCDT Estadual e desafios dessa política pública. Material e Método: Foram consultados documentos oficiais do Ministério da Saúde (MS) de 2012 a 2024 sobre o tema. Levantou-se informações de dispensação de fórmulas nutricionais para APLV, em sistema próprio da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES/SP), nos períodos de maio/2021 e abril de 2022 e de maio/2023 e abril/2024. Resultados: Em 2012, a Secretaria de Atenção à Saúde/MS submeteu as fórmulas para APLV na CONITEC, que foi encerrada a pedido do demandante em 2015. Em 2017, houve nova submissão, que resultou na incorporação das fórmulas nutricionais para crianças até 24 meses com APLV no SUS (Portaria nº 67/2018)4. Em 2021, foi divulgada a Consulta Pública (CP) para o Teste de Provocação Oral (TPO)4, com recomendação preliminar favorável para incorporação no SUS4 e em 2022 foi incorporado no SUS para diagnóstico e monitoramento destes pacientes. O PCDT foi desenvolvido pelo MS e a CP finalizada em maio/2024. Até julho/2024 a versão final deste PCDT não havia sido publicada pelo MS4. Durante este período, a SES manteve o PCDT Estadual em funcionamento. Entre maio/2021 e abril/2022, 29.267 pacientes foram atendidos, sendo 57% com a dispensação de fórmulas de aminoácidos livres, 36% extensamente hidrolisada e 8% de proteína isolada de soja. Em comparação, entre maio/2023 e abril/2024, 37.551 pacientes foram atendidos (28% a mais), com proporções de 58%, 35% e 7%, respectivamente, para as mesmas fórmulas. Conclusões: Apesar da incorporação de tecnologias para APLV no SUS, sua oferta não se concretizou. Conforme legislação, a dispensação das fórmulas nutricionais deveria ter sido iniciada até maio/2019 (atraso em 1.895 dias em julho/2024) e o TPO deveria estar acessível à população desde setembro/2022 (atraso em 674 dias em julho/2024). Considerando que o PCDT ainda não foi publicado pelo MS, não há previsão de disponibilização das tecnologias no SUS. Esta lacuna assistencial tem sido suprida por iniciativas de gestores subnacionais, como a SES/SP, com financiamento próprio. Problemas de implementação de políticas públicas nacionais para APLV contribuem para a persistência de uma lacuna assistencial. https://www.ojs.jaff.org.br/ojs/index.php/jaff/article/view/1144Alergia a Proteína de Leite de VacaAssistência FarmacêuticaPolítica de Saúde PúblicaCrianças
spellingShingle Julio Henrique Rodrigues Gomes
Amanda Maria Paixao Soares
Natalia da Silva Alves
Anna Gabriela Souto Maior Nascimento
Larissa Costa Santos
PE-021 Implementação da caneta de insulina de ação rápida reutilizavel Xiulin Pen no Componente Especializado da Assistência Farmacêutica no Estado de Alagoas: relato de experiência
Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia
Alergia a Proteína de Leite de Vaca
Assistência Farmacêutica
Política de Saúde Pública
Crianças
title PE-021 Implementação da caneta de insulina de ação rápida reutilizavel Xiulin Pen no Componente Especializado da Assistência Farmacêutica no Estado de Alagoas: relato de experiência
title_full PE-021 Implementação da caneta de insulina de ação rápida reutilizavel Xiulin Pen no Componente Especializado da Assistência Farmacêutica no Estado de Alagoas: relato de experiência
title_fullStr PE-021 Implementação da caneta de insulina de ação rápida reutilizavel Xiulin Pen no Componente Especializado da Assistência Farmacêutica no Estado de Alagoas: relato de experiência
title_full_unstemmed PE-021 Implementação da caneta de insulina de ação rápida reutilizavel Xiulin Pen no Componente Especializado da Assistência Farmacêutica no Estado de Alagoas: relato de experiência
title_short PE-021 Implementação da caneta de insulina de ação rápida reutilizavel Xiulin Pen no Componente Especializado da Assistência Farmacêutica no Estado de Alagoas: relato de experiência
title_sort pe 021 implementacao da caneta de insulina de acao rapida reutilizavel xiulin pen no componente especializado da assistencia farmaceutica no estado de alagoas relato de experiencia
topic Alergia a Proteína de Leite de Vaca
Assistência Farmacêutica
Política de Saúde Pública
Crianças
url https://www.ojs.jaff.org.br/ojs/index.php/jaff/article/view/1144
work_keys_str_mv AT juliohenriquerodriguesgomes pe021implementacaodacanetadeinsulinadeacaorapidareutilizavelxiulinpennocomponenteespecializadodaassistenciafarmaceuticanoestadodealagoasrelatodeexperiencia
AT amandamariapaixaosoares pe021implementacaodacanetadeinsulinadeacaorapidareutilizavelxiulinpennocomponenteespecializadodaassistenciafarmaceuticanoestadodealagoasrelatodeexperiencia
AT nataliadasilvaalves pe021implementacaodacanetadeinsulinadeacaorapidareutilizavelxiulinpennocomponenteespecializadodaassistenciafarmaceuticanoestadodealagoasrelatodeexperiencia
AT annagabrielasoutomaiornascimento pe021implementacaodacanetadeinsulinadeacaorapidareutilizavelxiulinpennocomponenteespecializadodaassistenciafarmaceuticanoestadodealagoasrelatodeexperiencia
AT larissacostasantos pe021implementacaodacanetadeinsulinadeacaorapidareutilizavelxiulinpennocomponenteespecializadodaassistenciafarmaceuticanoestadodealagoasrelatodeexperiencia