Observações sobre a meta final do modo de fazer filosofia de Ludwig Wittgenstein

Em Os princípios da mecânica, o físico Heinrich Hertz defende a ideia de que, em vez de tentar responder à pergunta “o que é força?”, como vinham fazendo sem sucesso físicos e filósofos, a física newtoniana deveria ser reformulada sem o uso de “força” como um conceito básico. Décadas depois da publ...

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Main Author: Gustavo Augusto Fonseca
Format: Article
Language:English
Published: Universidade Federal de Santa Catarina 2018-12-01
Series:Principia: An International Journal of Epistemology
Online Access:https://periodicos.ufsc.br/index.php/principia/article/view/55489
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spelling doaj-art-d0f5efdb2dcc42a4ba792e7aa5c244ae2025-08-20T03:14:47ZengUniversidade Federal de Santa CatarinaPrincipia: An International Journal of Epistemology1808-17112018-12-0122310.5007/1808-1711.2018v22n3p41130184Observações sobre a meta final do modo de fazer filosofia de Ludwig WittgensteinGustavo Augusto Fonseca0https://orcid.org/0000-0001-7427-4504Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG Em Os princípios da mecânica, o físico Heinrich Hertz defende a ideia de que, em vez de tentar responder à pergunta “o que é força?”, como vinham fazendo sem sucesso físicos e filósofos, a física newtoniana deveria ser reformulada sem o uso de “força” como um conceito básico. Décadas depois da publicação do livro de Hertz, o filósofo Ludwig Wittgenstein consideraria essa proposta um modelo perfeito de como resolver problemas filosóficos, a ponto de tomá-la como base de seu modo de fazer filosofia. Neste artigo, discute-se não apenas o modo de fazer filosofia de Wittgenstein, mas também por que ele falhou em seu intento de resolver os problemas filosóficos – assim como Hertz havia falhado em seu projeto de reformular a física newtoniana sem usar o conceito de “força”. https://periodicos.ufsc.br/index.php/principia/article/view/55489
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