ACESSIBILIDADE AOS SURDOS EM AEROPORTOS: UM ESTUDO DE CASO PELO PRISMA DE UMA ABORDAGEM ERGONÔMICA
A comunicação é a maior barreira de acessibilidade enfrentada pelos surdos, usuário da língua de sinais, em todos os setores e serviços na sociedade. No setor aeroportuário não é diferente, apesar das leis de acessibilidade assegurarem o atendimento em língua de sinais, essa ainda não é uma realidad...
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| Main Authors: | , |
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| Format: | Article |
| Language: | English |
| Published: |
Associação Brasileira de Ergonomia
2020-01-01
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| Series: | Ação Ergonômica |
| Subjects: | |
| Online Access: | https://revistaacaoergonomica.org/article/doi/10.4322/rae.v14n2.e202003 |
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| Summary: | A comunicação é a maior barreira de acessibilidade enfrentada pelos surdos, usuário da língua de sinais, em todos os setores e serviços na sociedade. No setor aeroportuário não é diferente, apesar das leis de acessibilidade assegurarem o atendimento em língua de sinais, essa ainda não é uma realidade. Esta pesquisa vem trazer um recorte da dissertação de mestrado da autora, e tem como objetivo apresentar a análise e as soluções levantadas para os problemas de acessibilidade para pessoas surdas, principalmente, no contexto aeroportuário e dos recepcionistas do balcão de informações de um aeroporto localizado no sul do Brasil. Foram utilizadas duas abordagens metodológicas: metodologia baseada na Análise Ergonômica do Trabalho combinada a um modelo teórico descritivo para a análise das situações de atendimento ao público; e levantamento. Constatou-se que, apesar da maioria dos funcionários da Infraero terem feito curso de Libras, o treinamento é rápido e básico e não é suficiente para que o atendente se comunique com o surdo, assim como a demanda de surdos não é grande o suficiente para que haja a prática da língua. Já nas companhias aéreas, a demanda é maior, mas não há treinamento, e quando há é superficial. Os principais problemas no aeroporto ocorrem em situações de imprevisto (atrasos e cancelamentos de voo; troca de portão; painéis com informações equivocadas ou sem acessibilidade; perda de bagagem; mudanças de rota). Ao final, foram feitas recomendações de melhorias, tanto para o atendimento da administradora do aeroporto, quanto para o contexto aeroportuário. |
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| ISSN: | 1519-7859 2965-7318 |