Universalidade e subjetividade dos juízos de gosto na Crítica da faculdade do juízo de Kant
A aparente aporia envolvendo os juízos de gosto, a saber, a oposição entre o caráter irredutivelmente subjetivo destes, frente à sua pretensa validade universal, constitui um dos tópicos centrais abordados por Kant na Crítica da faculdade do juízo. O presente artigo visa compreender, em suas linhas...
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| Published: |
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí
2024-12-01
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| Series: | Cadernos Cajuína |
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| Online Access: | https://v3.cadernoscajuina.pro.br/index.php/revista/article/view/825 |
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A aparente aporia envolvendo os juízos de gosto, a saber, a oposição entre o caráter irredutivelmente subjetivo destes, frente à sua pretensa validade universal, constitui um dos tópicos centrais abordados por Kant na Crítica da faculdade do juízo. O presente artigo visa compreender, em suas linhas centrais, a solução oferecida pelo filósofo de Königsberg para essa problemática. A fim de tornar tal objetivo possível, procurar-se-á reconstruir os principais passos ligados a este tema presentes na “Analítica do belo”, primeiro livro da terceira crítica, no qual são tratadas estas questões. Também se buscará apoio na literatura especializada sobre o assunto. Pretende-se, assim, explicitar por quais vias Kant demonstra que o prazer no belo não se confunde com a simples aprazibilidade sensorial, passo que permite ao filósofo ligar esse mesmo prazer às faculdades transcendentais cognitivas da imaginação e do entendimento, ao mesmo tempo em que o põe sob a tutela de um princípio a priori próprio à faculdade do juízo. Isso, por sua vez, abre para Kant a possibilidade de justificar a validade universal e a necessidade atreladas aos juízos de gosto, mas, sem tornar a experiência do belo algo teórico-objetivo. Permanece presente, assim, o caráter subjetivo típico dessa classe de juízos, do mesmo modo em que se estabelece como eles podem aspirar à concordância intersubjetiva, isto é, serem válidos para todos os sujeitos.
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