Densidade bacteriana e organismos coliformes em águas e ostras do complexo estuarino de Paranaguá, Paraná, Brasil
Foram objetivos da presente pesquisa avaliar quantitativamente os coliformes totais e E. coli em ostras do Complexo Estuarino de Paranaguá, sua inter-relação com fatores bióticos e abióticos, assim como aquilatar a contaminação por coliformes de ostras comercializadas no Mercado Municipal de Parana...
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Instituto de Pesca
2018-10-01
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Foram objetivos da presente pesquisa avaliar quantitativamente os coliformes totais e E. coli em ostras do Complexo Estuarino de Paranaguá, sua inter-relação com fatores bióticos e abióticos, assim como aquilatar a contaminação por coliformes de ostras comercializadas no Mercado Municipal de Paranaguá. Foram feitas coletas de água e ostras entre abril de 1997 e fevereiro de 1998, sendo também compradas ostras ao longo do período amostral dos mesmos três comerciantes do mercado municipal homônimo. Analisaram-se a temperatura, salinidade e séston da água, além de bactérias heterotróficas totais, biomassa bacteriana, coliformes totais e Escherichia coli na água e nas ostras. A temperatura foi mais elevada no verão e a salinidade e o séston, no inverno. As bactérias heterotróficas totais e biomassa bacteriana na água foram mais elevadas no Rio das Ostras em julho e janeiro e coliformes totais, em julho. Nas ostras, os maiores valores de coliformes totais ocorreram na Ilha Rasa em janeiro. Na água, o número de E. coli foi superior a 2.419 NMP.100 mL-1 na Ilha das Cobras em abril e no Puruquara, em julho. Com relação í s ostras adquiridas no mercado de Paranaguá, os maiores valores de coliformes totais foram registrados em abril e dezembro, e de E.coli em dezembro, ambas do comerciante 2. Os resultados mostram que tanto as ostras coletadas no ambiente, quanto as do Mercado Municipal de Paranaguá não podem ser consumidas cruas sem prévia depuração e que há necessidade de uma reformulação urgente da legislação, incluindo a análise de E. coli nas ostras a serem comercializadas.
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