Urbanismo corporativo e o plano diretor estratégico de São Paulo

Entre 2023 e 2024, São Paulo, maior cidade do hemisfério sul, teve seu Plano Diretor Estratégico submetido à revisão dos legisladores municipais. As discussões, centradas em potencial construtivo, zoneamento urbano e gabarito de edificações, ofereceram poucas respostas para uma das questões centrais...

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Main Authors: Marcio Veronese Alves, Nadia Somekh
Format: Article
Language:English
Published: Universidade São Judas Tadeu Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Arquitetura e Urbanismo 2025-07-01
Series:arq.urb
Subjects:
Online Access:https://revistaarqurb.com.br/arqurb/article/view/745
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Description
Summary:Entre 2023 e 2024, São Paulo, maior cidade do hemisfério sul, teve seu Plano Diretor Estratégico submetido à revisão dos legisladores municipais. As discussões, centradas em potencial construtivo, zoneamento urbano e gabarito de edificações, ofereceram poucas respostas para uma das questões centrais do urbanismo contemporâneo das grandes metrópoles ocidentais: como aumentar a inclusão e diversidade social em todo tecido urbano do município. Uma lacuna relevante quando se aborda o direito de acesso à cidade da parcela mais carente da população. Enquanto isso, em Paris, continuava em desenvolvimento nas operações urbanas das ZACs (Zones d’Aménagement Concerté) o urbanismo social, que tem no seu cerne a diversidade e inclusão social como diretriz primária de execução. A prática parisiense de priorizar a inclusão social nos seus grandes projetos urbanos migrou também para o nível do lote urbano, o que tem feito prosperar edificações de uso socialmente mistas por todo território da cidade, com ênfase nos distritos mais nobres. Ainda que não se possam comparar as duas cidades, questionamo-nos se há lições que São Paulo possa tirar do urbanismo social parisiense.
ISSN:1984-5766