Simulação realística no curso de medicina: o ensino da farmacologia
RESUMO Introdução: A graduação em medicina possui o grande desafio de tornar as aulas, sobretudo do ciclo básico, como a farmacologia, mais dinâmicas. Esse novo cenário pedagógico deve incentivar a resolução de problemas e a integração prática-teórica, essencial para a formação médica. Nesse contex...
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| Format: | Article |
| Language: | Portuguese |
| Published: |
Associção Brasileira de Educação Médica
2025-06-01
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| Series: | Revista Brasileira de Educação Médica |
| Subjects: | |
| Online Access: | http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-55022025000200212&lng=pt&tlng=pt |
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| Summary: | RESUMO Introdução: A graduação em medicina possui o grande desafio de tornar as aulas, sobretudo do ciclo básico, como a farmacologia, mais dinâmicas. Esse novo cenário pedagógico deve incentivar a resolução de problemas e a integração prática-teórica, essencial para a formação médica. Nesse contexto, as metodologias ativas têm emergido como ferramentas eficazes para catalisar essa transformação. Entre essas metodologias, a simulação realística tem se destacado por sua capacidade de tornar as aulas mais dinâmicas e interativas, aumentando a participação dos alunos e facilitando a aplicação prática dos conceitos teóricos. A utilização da simulação realística nas ciências básicas, como a farmacologia, é particularmente relevante, especialmente considerando as limitações impostas pela proibição do uso de animais em práticas educacionais, que antes desempenhavam um papel central na formação médica. Objetivo: Validar e promover a utilização da simulação realística no ensino da farmacologia, com o intuito de explorar seu impacto na aprendizagem e na memorização dos alunos. Métodos: Foram convidados a participar do estudo alunos do quinto período do curso de medicina que estavam cursando a disciplina de farmacologia (n=131). Para avaliar a eficácia do uso da simulação realística em comparação com a leitura de casos clínicos, foram utilizadas as aulas práticas das duas turmas da disciplina para o ensino das metodologias em complemento à aula teórica a que ambos os grupos foram submetidos e, assim, comparar entre eles a aprendizagem e memorização através de questionários de avaliação aplicados imediatamente após o término das aulas práticas e 15 dias depois. Os temas abordados foram a asma e a diabetes mellitus. Resultados: A simulação de diabetes mellitus melhorou a aprendizagem logo após a aula (U=1075, p< 0.001) e não melhorou a memória de longo prazo dos alunos (U=1022, p=0.1490). A simulação de asma não melhorou a aprendizagem (U=1574, p=0.4505) e a memória a longo prazo (U=1222, p=0.3222). Uma análise global da experiência mostrou que a simulação realista melhorou a aprendizagem dos temas propostos (U=5282, p<0.01), entretanto quando se compara a proporção de acertos por questão de acordo com a metodologia de ensino, nenhuma diferença estatisticamente significativa foi encontrada (p=0.09). Conclusão: Verificou-se que a simulação realística tem um efeito positivo nas aulas práticas de farmacologia, contribuindo para uma aprendizagem mais eficaz e dinâmica. Esses resultados sugerem que a simulação realística pode ser uma ferramenta valiosa para o ensino das ciências básicas na graduação em medicina. |
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| ISSN: | 1981-5271 |