Meningioma do terceiro ventrículo na infância: relato de caso

OBJETIVO: Meningiomas intraventriculares são lesões raras, mais ainda as que acometem o terceiro ventrículo. Na infância, somente 16 casos foram relatados na literatura. Acrescentamos este relato de meningioma da parte anterior do terceiro ventrículo em uma menina, juntamente com breve revisão da li...

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Main Authors: LEODANTE BATISTA DA COSTA JR, MARCELO DUARTE VILELA, SÉRGIO LEMOS
Format: Article
Language:English
Published: Thieme Revinter Publicações 2000-09-01
Series:Arquivos de Neuro-Psiquiatria
Subjects:
Online Access:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-282X2000000500024&tlng=pt
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description OBJETIVO: Meningiomas intraventriculares são lesões raras, mais ainda as que acometem o terceiro ventrículo. Na infância, somente 16 casos foram relatados na literatura. Acrescentamos este relato de meningioma da parte anterior do terceiro ventrículo em uma menina, juntamente com breve revisão da literatura. APRESENTAÇÃO E INTERVENÇÃO: Criança previamente hígida, de 5 anos, foi internada com história de vômitos e cefaléa de 2 meses de duração. Ao exame clínico e neurológico, foi notado somente papiledema. Foi realizada tomografia computadorizada de crânio, que mostrou volumosa lesão na linha média supratentorial, ocupando toda a região do terceiro ventrículo, captante, com dilatação ventricular suprajacente. A paciente foi submetida a craniotomia frontal direita, e a lesão totalmente removida através da via transcalosa interfornical. O pós-operatório foi sem intercorrências, e não foi necessária derivação ventricular permanente. Hoje, dois anos e meio após a alta, a criança está em acompanhamento ambulatorial, sem déficits neurológicos, com bom desempenho escolar e sem evidência de recidiva nas tomografias de controle. CONCLUSÃO: Meningiomas da parte anterior do terceiro ventrículo são lesões raras na infância. O tratamento cirúrgico dos meningiomas intraventriculares no passado era associado a altas taxas de morbidade e mortalidade. Com o advento das modernas técnicas neuroanestésicas e neurocirúgicas, e do suporte intensivo pós-operatório, atualmente estas lesões podem ser removidas na sua totalidade, com morbidade e mortalidade praticamente nulas.
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