A travessia das infâncias no Amazonas no contexto de distanciamento social

As violências fazem parte do cotidiano das crianças das camadas populares que vivem no Amazonas, estado que abriga muitas infâncias e suas singularidades étnicas: indígenas, caboclas, negras, migrantes ou filhas de imigrantes e mais recentemente, crianças da Venezuela, espalhadas nas diferentes zon...

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Main Authors: Célia Ratusniak, Ivanilde dos Santos Mafra, Vanderlete Pereira da Silva
Format: Article
Language:Portuguese
Published: Universidade Federal de Santa Catarina 2020-12-01
Series:Zero-a-seis
Online Access:https://periodicos.ufsc.br/index.php/zeroseis/article/view/77548
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Description
Summary:As violências fazem parte do cotidiano das crianças das camadas populares que vivem no Amazonas, estado que abriga muitas infâncias e suas singularidades étnicas: indígenas, caboclas, negras, migrantes ou filhas de imigrantes e mais recentemente, crianças da Venezuela, espalhadas nas diferentes zonas e ruas da capital do estado. Neste artigo, destacamos as condições de desigualdade que violam o direito das crianças vivenciarem suas infâncias e que, com o distanciamento social exigido pela Pandemia da Covid-19, foram acirradas, causando mortes e exposição aos riscos de todas as ordens num tecido social destruído e que, com os mecanismos de exclusão ampliados pelo modelo econômico adotado, foram esfacelados. O trabalho se utiliza da análise interseccional para problematizar as formas de opressão as quais estão submetidas as crianças, considerando os marcadores sociais que carregam, buscando compreender as estratégias utilizadas por elas para produzirem as formas de viver e sobreviver no contexto imposto.
ISSN:1980-4512