Reconstruçã o de defeito cirúrgico com retalho livre microvascularizado por otorrinolaringologistas
Introdução: A reconstrução de defeitos cirúrgicos, após ressecção tumoral em cirurgia oncológica da cabeça e pescoço recorre a várias técnicas, que preferencialmente deverão ser executadas no mesmo tempo cirúrgico. No topo da chamada “escada reconstrutiva” encontram-se os retalhos livres microvascu...
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| Format: | Article |
| Language: | English |
| Published: |
Portuguese Society of Otolaryngology and Head and Neck Surgery
2014-09-01
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| Series: | Revista Portuguesa Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço |
| Subjects: | |
| Online Access: | https://journalsporl.com/index.php/sporl/article/view/2849 |
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| Summary: | Introdução: A reconstrução de defeitos cirúrgicos, após ressecção tumoral em cirurgia oncológica da cabeça e pescoço recorre a várias técnicas, que preferencialmente deverão ser executadas no mesmo tempo cirúrgico. No topo da chamada “escada reconstrutiva” encontram-se os retalhos livres microvascularizados. Habitualmente realizados por cirurgiões plásticos, qualquer tipo de entrave ao seu acesso não deverá impossibilitar outros cirurgiões, que trabalhem na área da cirurgia oncológica da cabeça e pescoço, de poder oferecer aos seus doentes este tipo de reconstrução. Assim, cada vez mais se assiste ao domínio destas técnicas por cirurgiões com áreas de formação diferentes, nomeadamente otorrinolaringologistas.
Materiais e Métodos: Descrição de caso clínico e revisão de literatura.
Resultados: Apresentamos o caso de um doente com 47 anos de idade com carcinoma pavimento-celular da amígdala esquerda (pT2N2b) proposto para faringectomia parcial com reconstrução com retalho livre antebraquial microvascularizado. Dois cirurgiões seniores do Serviço de Otorrinolaringologia do IPOLFG com vasta experiência em cirurgia oncológica de cabeça e pescoço, mas sem experiência como primeiros cirurgiões em reconstrução microvascularizada desenvolveram um programa de preparação prévio que incluiu sessões de treino de levantamento de retalho antebraquial em cadáver e de anastomose de vasos em ratinhos de laboratório. A cirurgia foi realizada em Setembro de 2011, com quimio-radioterapia em Novembro e Dezembro 2011, e com boa viabilidade do retalho até à presente data e bons resultados funcionais.
Conclusões: Com preparação prévia e treino adequado a reconstrução com retalhos livres microvascularizados pode (e deve) ser realizada por otorrinolaringologistas que se dedicam à cirurgia oncológica de cabeça e pescoço.
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| ISSN: | 2184-6499 |