A oralidade na formação linguística do professor alfabetizador

Ensinar a leitura e a escrita se constituem nos dois principais eixos norteadores a identidade do professor alfabetizador. Comumente, no ciclo de alfabetização, a linguagem oral é dotada como material físico para o trabalho de representação da escrita, sendo a reprodução da fala priorizada nesse pr...

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Main Author: Jilvania Lima dos Santos Bazzo
Format: Article
Language:English
Published: Universidade Federal de Santa Catarina 2015-06-01
Series:Perspectiva
Online Access:https://periodicos.ufsc.br/index.php/perspectiva/article/view/37919
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issn 0102-5473
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spelling doaj-art-be6a6e45affe4e96a9850a10d2595a312025-08-20T01:50:00ZengUniversidade Federal de Santa CatarinaPerspectiva0102-54732175-795X2015-06-0133110.5007/2175-795X.2014v33n1p5524143A oralidade na formação linguística do professor alfabetizadorJilvania Lima dos Santos Bazzo0Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) Ensinar a leitura e a escrita se constituem nos dois principais eixos norteadores a identidade do professor alfabetizador. Comumente, no ciclo de alfabetização, a linguagem oral é dotada como material físico para o trabalho de representação da escrita, sendo a reprodução da fala priorizada nesse processo em detrimento de seu patrimônio cultural. Ao problematizar esta questão, fundamentada numa perspectiva interacional, histórica e cultural da linguagem, neste artigo se discute sobre a cultura oral e a oralidade como objetos de trabalho e de pesquisa imprescindíveis para a formação linguística do professor. Dessa forma, o que é oralidade? Quais as contribuições dessa atividade social para alfabetizar uma criança? Qual o sentido e os efeitos de um processo de alfabetização que considera a oralidade imbricada ao ensino da produção textual oral, escrita e audiovisual? Conclui-se que ao ensinar as crianças a brincarem com textos, palavras, imagens e sons, o professor alfabetizador as ensina a cultivar e apreciar o belo, a beleza do encantamento, a fantasia e o estranhamento como elementos vigorosos para o aprendizado da humanização. Nesse processo, ele também as ensina a defenderem um posicionamento, quer seja escrito ou oral, a se sensibilizarem e a se colocarem de forma emancipada e criativa diante de qualquer problema ou desafio. https://periodicos.ufsc.br/index.php/perspectiva/article/view/37919
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