Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnível de ST e Terapia de Reperfusão no Brasil: Dados do Registro ACCEPT

RESUMO Fundamento: Há carência de informações nacionais em relação a terapias utilizadas e evolução nos pacientes com síndrome coronária aguda com elevação de ST (SCACEST). Objetivos: Avaliar as terapias baseadas em evidência, a ocorrência de desfechos, uso de reperfusão e preditores para não rece...

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Main Authors: Luiz Eduardo Fonteles Ritt, Pedro Gabriel Melo de Barros e Silva, Eduardo Sahade Darzé, Renato Hideo Nakagawa Santos, Queila Borges de Oliveira, Otavio Berwanger, Luiz Alberto Piva e Mattos, Elizabete Silva dos Santos, Antonio Carlos Sobral Souza, Margaret Assad Cavalcante, Pedro Beraldo de Andrade, Fernando Carvalho Neuenschwander, Hugo Vargas Filho, Jorge Ilha Guimarães, Jadelson Pinheiro de Andrade, Angelo Amato Vincenzo de Paola, Marcus Vinícius Bolívar Malachias, Dalton Bertolim Précoma, Fernando Bacal, Oscar Pereira Dutra
Format: Article
Language:English
Published: Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) 2024-12-01
Series:Arquivos Brasileiros de Cardiologia
Subjects:
Online Access:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2024001100310&lng=pt&tlng=pt
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Summary:RESUMO Fundamento: Há carência de informações nacionais em relação a terapias utilizadas e evolução nos pacientes com síndrome coronária aguda com elevação de ST (SCACEST). Objetivos: Avaliar as terapias baseadas em evidência, a ocorrência de desfechos, uso de reperfusão e preditores para não receber reperfusão nos pacientes com SCACEST em um registro nacional multicêntrico. Métodos: Pacientes com SCACEST do Registro ACCEPT com até 12 horas de sintomas foram seguidos por 1 ano para ocorrência de eventos cardiovasculares maiores. Um p < 0,05 foi aplicado para todas análises. Resultados: Na análise de 1.553 pacientes, a taxa de reperfusão foi de 76,8%, variando de 47,5% na região Norte a até 80,5% na região Sudeste. A taxa de eventos cardiovasculares maiores foi de 12,5% em 1 ano. A prescrição de terapias baseadas em evidência na admissão hospitalar foi de 65,6%. A presença de hipertensão (odds ratio [OR] 1,47; intervalo de confiança [IC] 95% 1,11 a 1,96; p < 0,01), infarto agudo do miocárdio prévio (OR 1,81; IC 95% 1,32 a 2,48; p < 0,001) e as regiões Norte (OR 4,65; IC 95% 2,87 a 7,52; p < 0,001), Centro-Oeste (OR 4,02 IC 95% 1,26 a 12,7; p < 0,05) e Nordeste (OR 1,70; IC 95% 1,17 a 2,46; p < 0,01) foram preditores independentes de não utilização de terapia de reperfusão. Conclusões: No seguimento de 1 ano do Registro ACCEPT podemos verificar uma ampla variação dentre as regiões no que tange a aderência às melhores práticas de cuidado. Ser atendido nas regiões Norte, Centro-Oeste ou Nordeste, ter hipertensão arterial sistêmica ou infarto prévio foram preditores independentes de não utilização de terapia de reperfusão.
ISSN:1678-4170