Ser um município do interior às vezes é bom, às vezes, é ruim: gestão e cuidado pré-natal em municípios de pequeno e médio porte

RESUMO Este artigo tem como objetivo analisar os atravessamentos na gestão e no cuidado pré-natal na Região Noroeste do Estado do Rio de Janeiro (RNERJ). Trata-se de uma pesquisa quali-quantitativa, do tipo estudo de caso, realizada entre julho de 2022 e fevereiro de 2023, envolvendo quatro municípi...

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Main Authors: Luiza Cosendey Souza, Ivia Maksud
Format: Article
Language:English
Published: Centro Brasileiro de Estudos de Saúde 2025-04-01
Series:Saúde em Debate
Subjects:
Online Access:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-11042025000200200&lng=pt&tlng=pt
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Summary:RESUMO Este artigo tem como objetivo analisar os atravessamentos na gestão e no cuidado pré-natal na Região Noroeste do Estado do Rio de Janeiro (RNERJ). Trata-se de uma pesquisa quali-quantitativa, do tipo estudo de caso, realizada entre julho de 2022 e fevereiro de 2023, envolvendo quatro municípios escolhidos por conveniência. Participaram 13 profissionais de saúde, sendo seis gestores, quatro enfermeiras e três médicos. Os dados quantitativos foram coletados por meio de indicadores do Datasus e do Sisab. Os dados qualitativos foram produzidos através de entrevistas semiestruturadas e registros em diário de campo. A análise foi orientada por duas categorias analíticas: indicadores de qualidade do cuidado pré-natal e atravessamentos da prática e gestão do cuidado. Os resultados indicam que, apesar dos esforços dos profissionais, a assistência pré-natal na região enfrenta desafios significativos, como a falta de estrutura e a interferência política, além de dificuldades na implementação de políticas e programas de saúde. A proximidade geográfica e os vínculos comunitários foram identificados como pontos positivos, mas a implementação de ações educativas e a captação precoce das gestantes ainda são limitadas. Concluímos que a organização dos serviços deve considerar as especificidades locais para reduzir desigualdades e promover uma assistência mais equitativa e eficaz.
ISSN:2358-2898