A genealogia do desejo na História da sexualidade de Michel Foucault
Este artigo analisa a constituição histórica do desejo na obra História da sexualidade de Michel Foucault, composta por quatro volumes: A vontade de saber (1976), O uso dos prazeres (1984), O cuidado de si (1984) e As confissões da carne (2018). O estudo argumenta que, para Foucault, o desejo não é...
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| Main Authors: | , |
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| Format: | Article |
| Language: | Portuguese |
| Published: |
Universidade Federal do Ceará
2025-07-01
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| Series: | Argumentos |
| Subjects: | |
| Online Access: | https://www.periodicos.ufc.br/argumentos/article/view/95552 |
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| Summary: | Este artigo analisa a constituição histórica do desejo na obra História da sexualidade de Michel Foucault, composta por quatro volumes: A vontade de saber (1976), O uso dos prazeres (1984), O cuidado de si (1984) e As confissões da carne (2018). O estudo argumenta que, para Foucault, o desejo não é uma essência universal ou natural, mas uma construção histórica, variável conforme os regimes de verdade de cada época. Por meio de uma abordagem genealógica, o filósofo investiga como o desejo foi progressivamente medicalizado, psiquiatrizado e moralizado na modernidade, transformando-se em um operador central dos dispositivos de sexualidade. Em contraste, na antiguidade greco-romana, os prazeres ocupavam papel ético, sendo regulados por práticas de si e não por dispositivos normativos centrados no desejo. Ao percorrer os quatro volumes da obra, o texto mostra como Foucault desnaturaliza a sexualidade e oferece ferramentas críticas para problematizar os modos contemporâneos de subjetivação, especialmente em relação às sexualidades dissidentes. A investigação evidencia, assim, a relevância de uma história crítica do desejo para desativar os mecanismos que sustentam normas e exclusões nas sociedades modernas.
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| ISSN: | 1984-4247 1984-4255 |