Serguei no México: Greenaway e a representação pós-moderna do artista Queer
Em seu filme Que viva Eisenstein! (2016), o diretor britânico Peter Greenaway homenageia a figura de um importante pioneiro da linguagem cinematográfica, Serguei Eisenstein, centrando a narrativa na passagem do cineasta soviético pelo México. O filme traz uma reflexão sobre as opções estéticas do p...
Saved in:
| Main Authors: | , |
|---|---|
| Format: | Article |
| Language: | English |
| Published: |
Universidade Federal de Santa Catarina
2017-01-01
|
| Series: | Ilha do Desterro |
| Online Access: | https://periodicos.ufsc.br/index.php/desterro/article/view/45552 |
| Tags: |
Add Tag
No Tags, Be the first to tag this record!
|
| Summary: | Em seu filme Que viva Eisenstein! (2016), o diretor britânico Peter Greenaway homenageia a figura de um importante pioneiro da linguagem cinematográfica, Serguei Eisenstein, centrando a narrativa na passagem do cineasta soviético pelo México. O filme traz uma reflexão sobre as opções estéticas do próprio Greenaway, que, ao longo de sua carreira, em seu uso de intermídia, busca expandir o repertório da “montagem ideogramática” proposta por Eisenstein. O uso de formas híbridas de expressão artística permite o questionamento da própria ideia de autor ou criador individual. O biopic se consolidou ao longo do tempo como um gênero que permitia a domesticação da figura do artista ou autor e a representação do processo criativo como um ato de purgação do corpo criador. Greenaway subverte as expectativas relacionadas ao gênero biopic, ao representar o artista de maneira não realista, e ao associar a identidade queer e o corpo de Eisenstein ao seu processo de pesquisa sensorial e de elaboração estética.
|
|---|---|
| ISSN: | 0101-4846 2175-8026 |