Prática baseada na evidência - O que sabemos depois de 1000 adultos disfónicos?

Objetivo: identificar as variáveis sócio-demográficas, de comportamento vocal, hábitos, antecedentes pessoais e sinais/ sintomas significativamente preditivas para as patologias vocais mais frequentes. Material e métodos: estudo epidemiológico de 1000 adultos disfónicos, de qualquer grau e etiolog...

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Main Authors: Paula Correia, Aldora Quintal, Luís Antunes
Format: Article
Language:English
Published: Portuguese Society of Otolaryngology and Head and Neck Surgery 2012-12-01
Series:Revista Portuguesa Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço
Subjects:
Online Access:https://journalsporl.com/index.php/sporl/article/view/2614
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author Paula Correia
Aldora Quintal
Luís Antunes
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description Objetivo: identificar as variáveis sócio-demográficas, de comportamento vocal, hábitos, antecedentes pessoais e sinais/ sintomas significativamente preditivas para as patologias vocais mais frequentes. Material e métodos: estudo epidemiológico de 1000 adultos disfónicos, de qualquer grau e etiologia, selecionados de forma aleatória, através de consulta do processo clínico, avaliação percetiva-auditiva, Voice Handicap Index (VHI), inventário clínico de autoconceito e escala de auto avaliação dos acontecimentos significativos da vida (SRRS). Considerou-se como critério de inclusão, para além da disfonia, terem idade superior a 18 anos. Foram retirados os dados de caracterização sócio-demográfica, antecedentes pessoais, comportamentos vocais, hábitos e sinais/ sintomas perfazendo um total de cinco fatores e quarenta e sete variáveis em análise. Para efeitos de referencial preditivo foi criado um grupo de 50 adultos sem antecedentes de disfonia recolhidos entre amigos e familiares destes. Resultados: Todas as patologias vocais apresentam o contributo altamente significativo (p=0,00) de fatores de várias áreas. Os fatores comportamento vocal e hábitos contribuem significativamente (p=0,00) tanto para a patologia benigna como para a patologia maligna das pregas vocais. Conclusão: Existe evidência para a necessidade de prestar orientações quer de prevenção primária quer de prevenção secundária mais abrangentes relativamente ao que concerne aos comportamentos de risco.
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institution Kabale University
issn 2184-6499
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publishDate 2012-12-01
publisher Portuguese Society of Otolaryngology and Head and Neck Surgery
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spelling doaj-art-bab7bcd08a894c21a34a64f2d04cf9df2025-08-20T03:29:22ZengPortuguese Society of Otolaryngology and Head and Neck SurgeryRevista Portuguesa Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço2184-64992012-12-0150410.34631/sporl.73Prática baseada na evidência - O que sabemos depois de 1000 adultos disfónicos?Paula Correia0Aldora Quintal1Luís Antunes2Terapeuta da fala do Serviço de ORL do Hospital Garcia de Orta, Mestre em Ciências da Fala e Doutoranda em Ciências da fala pela Universidade Católica Portuguesa, Coordenadora da Licenciatura em Terapia da fala da Escola Superior de Saúde Egas Moniz; Membro do Grupo Investigação em voz do Instituto Superior Ciências da Saúde da Universidade Católica portuguesaTerapeuta da fala do Serviço de ORL do Hospital Garcia de Orta, Mestre em Psicologia do Desenvolvimento Sensorial e Cognitivo, docente da Escola Superior de Saúde Egas MonizDiretor do Serviço de ORL do Hospital Garcia de Orta Objetivo: identificar as variáveis sócio-demográficas, de comportamento vocal, hábitos, antecedentes pessoais e sinais/ sintomas significativamente preditivas para as patologias vocais mais frequentes. Material e métodos: estudo epidemiológico de 1000 adultos disfónicos, de qualquer grau e etiologia, selecionados de forma aleatória, através de consulta do processo clínico, avaliação percetiva-auditiva, Voice Handicap Index (VHI), inventário clínico de autoconceito e escala de auto avaliação dos acontecimentos significativos da vida (SRRS). Considerou-se como critério de inclusão, para além da disfonia, terem idade superior a 18 anos. Foram retirados os dados de caracterização sócio-demográfica, antecedentes pessoais, comportamentos vocais, hábitos e sinais/ sintomas perfazendo um total de cinco fatores e quarenta e sete variáveis em análise. Para efeitos de referencial preditivo foi criado um grupo de 50 adultos sem antecedentes de disfonia recolhidos entre amigos e familiares destes. Resultados: Todas as patologias vocais apresentam o contributo altamente significativo (p=0,00) de fatores de várias áreas. Os fatores comportamento vocal e hábitos contribuem significativamente (p=0,00) tanto para a patologia benigna como para a patologia maligna das pregas vocais. Conclusão: Existe evidência para a necessidade de prestar orientações quer de prevenção primária quer de prevenção secundária mais abrangentes relativamente ao que concerne aos comportamentos de risco. https://journalsporl.com/index.php/sporl/article/view/2614patologias vocaisfatores de riscovariáveis preditivas
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