Marx e Lukács e o problema da individualidade: algumas aproximações
A última grande obra filosófica de Gyorgy Lukács, para uma ontologia do ser social, assim como os prolegômenos constituem no interior do marxismo uma inovação radical diante da interpretação dispensada à obra de Marx ao longo do último século, pois têm o mérito de enfatizar o caráter ontológico...
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| Format: | Article |
| Language: | English |
| Published: |
Universidade Federal de Santa Catarina
2009-01-01
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| Series: | Perspectiva |
| Online Access: | https://periodicos.ufsc.br/index.php/perspectiva/article/view/15884 |
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| Summary: | A última grande obra filosófica de Gyorgy Lukács, para uma ontologia do ser social, assim como os prolegômenos constituem no interior do marxismo uma inovação radical diante da interpretação dispensada à obra de Marx ao longo do último século, pois têm o mérito de enfatizar o caráter ontológico do pensamento de Marx. Entretanto, se deve sublinhar que, segun- do o filósofo húngaro, a categoria da generidade explicita a concepção revolucionária sobre o ser e o devir do gênero huma- no instaurada por Marx. Lukács identifica o lócus genético dessa concepção, ou seja, a superação do gênero natural mudo e o surgimento do gênero propriamente humano, precisamente na práxis que constitui a maneira segundo a qual a “adaptação ativa” se desenvolve e na qual, por consequência, se realiza de modo contraditório e não idêntico a constituição processual do ser social. Nesse contexto, Lukács não compreende a individua-lidade como um dado humano originário, mas, antes, como categoria que se constitui também historicamente, sobre o fundamento de uma “determinação recíproca” com a generidade.
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| ISSN: | 0102-5473 2175-795X |