PREVALÊNCIA DE COLECISTECTOMIA EM UMA COORTE DE DOENÇA FALCIFORME

Objetivo: Identificar a prevalência de colecistectomia em Doença Falciforme (DF). Materiais e métodos: Estudo retrospectivo realizado no período de novembro de 2022 a março de 2023 com coleta de dados em prontuários de pacientes cadastrados na Fundação Hemominas sabidamente portadores de DF já recru...

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Main Authors: ILD Santos, JLM Machado, JC Almeida, MB Thomaz, LANS Fonseca, DOW Rodrigues
Format: Article
Language:English
Published: Elsevier 2024-10-01
Series:Hematology, Transfusion and Cell Therapy
Online Access:http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2531137924022168
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description Objetivo: Identificar a prevalência de colecistectomia em Doença Falciforme (DF). Materiais e métodos: Estudo retrospectivo realizado no período de novembro de 2022 a março de 2023 com coleta de dados em prontuários de pacientes cadastrados na Fundação Hemominas sabidamente portadores de DF já recrutados em uma coorte. As variáveis analisadas foram sexo, idade, tipo de DF, suporte transfusional, uso de hidroxiuréia e história de colecistectomia. Resultados: O estudo incluiu 50 indivíduos, em relação ao sexo 33 eram do sexo feminino (66%) e 17 eram homens, a média de idade foi de 8,98 anos, com idade mínima de 3 anos e máxima de 27. Quanto ao tipo de DF, 32 pacientes eram portadores do tipo HbSS, 13 HbSC e 5 HbSBeta-talassemia, na análise quanto ao suporte transfusional foi verificado que 27 pacientes eram politransfundidos (mais de 5 transfusões) e 9 encontravam-se em regime de transfusão crônica devido acidente vascular cerebral. O uso de hidroxiuréia foi de 44% na população estudada. A prevalência de colecistectomia foi de 12%, sendo que 5 ocorreram entre 2009 e 2018, e um paciente que não possuía registro da data da cirurgia. Dos pacientes colecistectomizados, 4 eram do sexo masculino, 5 tinham DF do tipo HbSS e 1 do tipo HbSC. Todos foram submetidos ao procedimento tipo videolaparoscopia antes dos 21 anos de idade. Na coorte avaliada, 8% (4 pacientes) apresentavam doença litiásica sem procedimento cirúrgico efetivado. Discussão: O estudo identificou uma alta prevalência de colelitíase, litíase biliar e colecistectomia entre os pacientes. A DF predispõe a fatores para a gênese de cálculos biliares, tais como elevação dos níveis de colesterol na bile, hiperbilirrubinemia e hemólise crônica. A transfusão crônica pode aumentar o risco de colelitíase devido a lise acelerada eritrocitária determinando a liberação de bilirrubina e outros componentes formadores de cálculos. No nosso estudo foi observada associação entre a prevalência de colecistectomia e o sexo masculino e a DF do tipo HbSS. Conclusão: Houve alta prevalência de doença biliar tipo litíase entre os pacientes com DF. O protocolo de identificação precoce de cálculos biliares através de avaliação ultrassonográfica abdominal periódica permitirá a indicação adequada da colecistectomia, evitando complicações como colangite e sepse.
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